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A culpa da gasolina cara não é do imposto - por Helcio Albano


Fizeram com Dilma em 2014 com a gasolina a R$ 2,84. Lembra?/Reprodução Internet
Fizeram com Dilma em 2014 com a gasolina a R$ 2,84. Lembra?/Reprodução Internet

O verme que ainda ocupa a presidência lançou outra semente do mal que infelizmente tem germinado nos imensos e férteis campos de estupidez desse país que, oxalá!, há de ser ocupado pelo bom-senso novamente.


A poçoca da vez repetida pelo excrementíssimo, essa invenção da milicada, é que a gasolina tá cara porque o imposto estadual levou o preço do combustível ao Alto do Gaia insano e revoltante das 7 pilas na bomba em pelo menos quatro estados, Rio incluído, segundo pesquisa semanal de preços da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada no último domingo (22/8).



Ora, ora, ora. Vários elementos reunidos compõem o preço de qualquer mercadoria, qualquer uma, inclusive o combustível. A composição do preço dos combustíveis se faz por elementos fixos e variáveis; estes últimos, que mudam a partir de fatores políticos, temporais, ambientais ou econômicos, já que o Brasil é um livre mercado - uns diriam livre até demais.


Já o elemento fixo aí no caso dos combustíveis, que não muda nunca [ou quase nunca] é o percentual do imposto/carga tributária (ICMS, o PIS/Pasep e Cofins) que incide sobre os combustíveis, que é em média de 44% para gasolina, por exemplo.



Os combustíveis até 2016 (coincidência?) eram relativamente baratos, tendo exatamente a mesma carga tributária. O que mudou, então?


O que mudou foi a orientação da Petrobras/governo federal que abandonou a soberania energética do Brasil construída a duras penas: entregou o pré-sal, refinarias, dolarizou a cadeia de produção e de preços, que seguem a cotação da moeda gringa convertida em Real.


Tudo isso pra quê? Pra encher as burras de acionistas minoritários da empresa e remunerar o mercado financeiro em detrimento do mercado interno e dos brasileiros.


Não seja idiota.



Plus

Mas de 6 mil brasileiros indígenas, de 146 tribos diferentes, lutam, desde o início da semana em Brasília, para que os senhores ministros do STF não chancelem o absurdo do "marco temporal", a excrescência que nega aos originários da terra sua posse se nela não estivessem até 1988, ano de promulgação da Constituição.


O julgamento era ter sido na terça (24). Transferiram pra quinta (25). Adiaram pra semana que vem 1/9.


Esse é mais importante julgamento do século. Além de reconhecer os direitos dos povos originários, mantém acesa a esperança de que esse país não se acanalhou de vez.



Bônus

De onde vem toda essa felicidade dos vereadores da base do prefeito Nelson Ruas (PL)?


Destruiômetro

Sim, voltamos. O medidor semanal da destruição promovida pelo governo do coisa ruim ficou sem registro praticamente durante toda a pandemia, voltou.


Durante esse tempo foi destruição demais. Ambiental, trabalhista, social, econômica.


O destruiômetro registra a decisão do sinistro Paulo Guedes de liberar mais uma aumento na faixa vermelha na conta de energia elétrica, matando dois coelhos com uma só cacetada: jogar o consumo pra baixo por causa do apagão iminente e já prepara o terreno pra quem adquirir a Eletrobrás.

Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.






POLÍTICA