Adilsinho é preso em operação conjunta da PF e Civil em Cabo Frio
- Jornal Daki

- 26 de fev.
- 3 min de leitura
Integrante da cúpula do jogo do bicho e chefe da 'máfia dos cigarros', ele era um dos criminosos mais procurados do país

O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, foi preso na manhã desta quinta-feira (26) em uma casa de alto padrão em Cabo Frio, na Região dos Lagos, durante uma operação em conjunto das polícias Federal e Civil. Integrante da cúpula do jogo do bicho e maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado, ele era um dos criminosos mais procurados do país.
A prisão foi realizada após levantamento de dados e informações de inteligência desenvolvidas no âmbito da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e contou com o apoio do Serviço Aeropolicial e do Ministério Público Federal (MPF). A ação visa desmantelar uma organização criminosa armada e transnacional, especializada no comércio ilegal de cigarros por meio do domínio de regiões e da imposição de violência e medo. Na residência, agentes apreenderam um carro de luxo.
Contra Adilsinho havia um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça Federal, além de outro pela Justiça Estadual por homicídios. Em um dos inquéritos, ele é apontado como mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, morto a tiros em um posto de combustíveis em Campo Grande, na Zona Oeste, em outubro de 2022.
O contraventor foi levado de helicóptero até a Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul, e em seguida seguiu em comboio à Superintendência Regional da PF no Centro do Rio. Posteriormente, será encaminhado ao sistema prisional do estado.
Patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, o contraventor foi um dos alvos da operação da Polícia Federal contra uma quadrilha especializada no comércio ilegal de cigarros, em março de 2025. A ação terminou com 12 presos, mas ele não havia sido localizado.
Ele é dono de uma distribuidora de cigarros e charutos e também apontado como líder de um grupo que monopolizou a venda de cigarros em diferentes pontos do Rio. De acordo com investigações, entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020, o bando obteve um lucro de mais de R$ 9 milhões.
Em 2024, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Adilsinho por suspeita de ter mandado matar o miliciano Marco Antônio Figueredo Martins, conhecido como Marquinho Catiri, e o seu comparsa, Alexsandro José da Silva, o Sandrinho. O crime aconteceu na comunidade da Guarda, na Zona Norte, em 2022.
Segundo investigações, o homicídio foi motivado por uma disputa na contravenção. Catiri, que controlava a milícia que atua em comunidades de Del Castilho e Inhaúma, na Zona Norte, estava ligado ao rival do contraventor, Bernardo Bello.
Já a morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira, em 2022, estaria relacionada às disputas entre criminosos que comercializam cigarros contrabandeados ou fabricados em território nacional sem autorização do órgão competente. Além de armas de grosso calibre, incluindo fuzis, os assassinos a mando de Adilsinho usaram trajes semelhantes a fardas de policiais para enganar a vítima.
Investigações apontam ainda que a organização criminosa tem envolvimento na morte de Fábio Leite, morto próximo ao Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte, ao sair do enterro de Fabrício, que era seu sócio.
*Com informações O Dia
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