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Após quatro anos, assassinato de Marielle é apenas ‘traço’ no noticiário

Assassinato da vereadora e de seu motorista, Anderson Gomes, abalou o país e repercutiu em todo o mundo


Por Cláudio Figueiras

Marielle Franco (Foto: Reprodução)
Marielle Franco (Foto: Reprodução)

Hoje, 14 de março, fazem quatro anos que a vereadora Marielle Franco (Psol) e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados na Av. Presidente Vargas, altura da Cidade Nova, no Centro do Rio.


Desde que Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, seus assassinos, foram identificados e presos, pouco se avançou nas investigações que ainda deixam a pergunta no ar: “Quem mandou matar Marielle?”

1.461 dias depois daquela emboscada que vitimaria a dupla com diversos tiros de uma Submetralhadora HK MP5, o noticiário, tímido sobre o caso, ainda disputa espaço nos sites e jornais eom o conflito entre Rússia e Ucrânia e com as composições políticas que disputarão as eleições deste ano.


Nesta amanhã, dos grandes portais, apenas o UOL apresentou o caso com destaque. O jornal carioca O Globo, estampou em sua capa digital notícia do jornalista Lauro Jardim sobre o "chá de espera" dado pelo governador Cláudio Castro (PL) na família de Marielle para uma audiência. No leste fluminense, nenhum site lembrou dos assassinatos que abalaram o país.


2018, ano da morte de Marielle e Anderson, também foi um ano eleitoral que elegeria Jair Bolsonaro à presidência da república e Wilson Witzel (PSC) ao governo do estado do Rio.


O governador cassado se tornou célebre em foto de campanha, ao lado dos hoje deputados Rodrigo Amorim (PSL) e Daniel Silveira (PSL), ostentando como troféu uma placa quebrada com o nome da vereadora.


Para chamar a população à mobilização para que o caso não caia no esquecimento, o Instituto Marielle Franco, realizará diversas ações: a principal delas é o “Festival Justiça Por Marielle e Anderson”, que acontece nesta segunda-feira (14), no Circo Voador, na Lapa.


Estamos aqui, permanecendo de pé, para seguir o legado de Marielle e das mulheres negras, defender as suas memórias, regar as suas sementes e lutar para que não sejamos interrompidas”, diz a nota da instituição, presidida pela irmã de Marielle, Aniely Franco.


O mundo todo quer saber:


Quem mandou matar Marielle? E por quê?

 

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