Assassinos de advogado no RJ são condenados, cada um, a 30 anos de prisão
- Jornal Daki

- 7 de mar.
- 2 min de leitura
Rodrigo Marinho Cespo foi executado a tiros após deixar a sede da OAB, no Centro do Rio. Contraventor 'Adilsinho', preso essa semana, seria mandante

O Conselho de Sentença do III Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou, na noite dessa sexta-feira, 6 de março, Leandro Machado da Silva, Cezar Daniel Mondêgo de Souza e Eduardo Sobreira Moraes a 30 anos reclusão, cada um deles, por envolvimento na morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo.
Após dois dias de julgamento, o juiz Cariel Bezerra Patriota, que presidiu a sessão, destacou que "restou evidenciada a participação dos réus com outros indivíduos para compor um extenso grupo de sicários no Rio de Janeiro e que esse grupo assola o Estado fluminense, por meio de ordenação, estruturação, divisão de tarefas, com o fim de obter inúmeras vantagens (expansão do poder político, restrição do mercado de comércio, vantagem econômica), usurpando técnicas, armas e estratégias das autoridades investigativas, para o planejamento e execução de homicídios e de outros crimes, bem como para a destruição de provas e obstrução de investigações futuras".
“É extremamente preocupante que a investigação da morte de Rodrigo Marinho Cespo revelou a participação de vários policiais militares da ativa em um grupo de execução/extermínio, um verdadeiro grupo de sicários que se aproveita do poder estatal para criar um poder paralelo e ainda se infiltrar no Poder Estatal, indo dos mais baixos aos mais altos postos de poder. Este grupo não apenas executa pessoas, mas também obstrui investigações e destrói evidências, comprometendo também a reputação da instituição da Polícia Militar, a qual é repleta, na sua grande maioria, de bons e honestos policiais”, afirma a sentença.
Leandro Machado da Silva, Cezar Daniel Mondêgo de Souza e Eduardo Sobreira Moraes foram condenados pela prática de homicídio qualificado por motivo torpe, mediante emboscada, com recurso que dificultou a defesa da vítima (pelas costas), para assegurar a execução e vantagem de outros crimes praticados pelos denunciados e seus asseclas, interligados a jogos de azar e com emprego de arma de fogo de uso restrito.
O Ministério Público sustentou que Leandro Machado da Silva (“Cara de Pedra”), Cezar Daniel Môndego de Souza (“Russo”) e Eduardo Sobreira Moraes, acusados de envolvimento na morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, fazem parte da organização criminosa chefiada pelo bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, preso pela Polícia Federal e agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
*Com informações OSG
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