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Audiência Pública debate implantação do Muvi em São Gonçalo

A execução das obras terá um investimento de mais de R$ 347 milhões

Secretaria de Gestão apresentou o MUVI/Foto: Divulgação
Secretaria de Gestão apresentou o MUVI/Foto: Divulgação

As obras de implantação do projeto Mobilidade Urbana Verde Integrada - Muvi - devem começar no prazo de três meses, com publicação do edital de licitação pelo governo do Estado do Rio de Janeiro no mês de novembro. A previsão foi anunciada na última segunda-feira (18), pelo secretário municipal de Gestão Integrada e Projetos Especiais de São Gonçalo, Douglas Ruas, durante audiência pública sobre o projeto, na Câmara de São Gonçalo. O Muvi é o maior investimento em transporte público e mobilidade urbana dos últimos anos na cidade.





Além da Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais (Semgipe), a audiência contou com a participação de representantes do governo estadual, que irá realizar a obra, e da empresa que elaborou o projeto básico. Os vereadores e representantes da sociedade civil conheceram o projeto e debateram sobre questões ligadas à implantação do novo modelo rodoviário na cidade.


O Muvi é um projeto que tem seus pontos principais na construção de um corredor viário ligando bairros de Neves a Guaxindiba e na implantação de 16 km de ciclovia, acompanhando a malha viária. Outros pontos do projeto trarão desenvolvimento para o município, como a construção de um terminal rodoviário em Alcântara, reorganização e otimização das linhas de ônibus na cidade e a requalificação urbana em todo o trajeto do corredor viário, gerando valorização imobiliária e atraindo investimentos para São Gonçalo.



O Muvi vai muito além de um corredor viário. Vemos esse projeto como um grande indutor de desenvolvimento para São Gonçalo. Agradecemos ao governador Cláudio Castro por toda a parceria e por essa obra que vai impactar para melhor a vida do goncalense”, destacou o secretário de Gestão Integrada e Projetos Especiais, Douglas Ruas.


A execução das obras terá um investimento de mais de R$ 347 milhões, a partir de uma parceria entre a Prefeitura de São Gonçalo e o Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Pacto RJ, programa do Estado que vai investir R$ 17 bilhões em todo o Rio de Janeiro. O projeto inicial é aberto para futuras expansões, com a possibilidade da inclusão de mais bairros ao sistema e adequação à Linha 3 do Metrô.



É um projeto que vai fazer diferença na cidade. Foi um projeto pensado em se adaptar à dinâmica do município com a possibilidade de adaptações futuras conforme as necessidades. É um projeto vivo", disse a subsecretária da Semgipe, Gabriela Bessa.


A mesa da audiência foi conduzida pelo presidente da Comissão Permanente de Transportes Coletivos da Câmara Municipal, o vereador Vinícius e composta pelo secretário de Gestão Integrada e Projetos Especiais, Douglas Ruas , a subsecretária de Gestão Integrada e Projetos Especiais, Gabriela Bessa, Mateus Rosa, do consórcio Coba-Logit, assessor técnico da Secretaria de Estado de Transportes, Sérgio Marcolini, Ubirajara Cabral, liderança comunitária do bairro Jardim Catarina, o vereador e vice presidente da Comissão Permanente de Transportes Coletivos da Câmara, Glauber Poubel e , posteriormente, o vereador Evangelista Ubirajara e o secretário municipal de Transportes, Fábio Lemos, também integraram a mesa. A audiência também contou com a presença de representantes da Secretaria de Estado da Casa Civil.



Após a apresentação do projeto aos vereadores e representantes da sociedade civil e lideranças comunitárias que compareceram à audiência tiveram espaço para perguntas, questionamentos e sugestões.


Um dos condicionantes para viabilização do Muvi foi a possibilidade de uma integração futura com a possível construção da Linha 3 do Metrô, pensado de forma a não inviabilizar a implantação do modal ferroviário na cidade. O sistema de transporte coletivo será baseado no BRS (Bus Rapid System), com grupos de operações divididos em BRS 1, BRS 2 e BRS 3, atendendo às linhas municipais e intermunicipais com destino ao Rio e Niterói, com capacidade para atender a uma demanda de 10 mil passageiros por hora.


São Gonçalo é a segunda maior cidade do Estado do Rio de Janeiro, tem mais de 1 milhão de habitantes e não tem um sistema viário compatível com as suas necessidades”, pontuou Sérgio Marcolini, assessor técnico da Secretaria de Estado de Transportes.



Desocupações e desapropriações

Tema mais complexo presente na execução das obras do Muvi, as desocupações e desapropriações de famílias residentes em imóveis impactados pelas obra foram tratadas com sensibilidade, diálogo e respeito durante a audiência. A aproximação com os moradores dessas áreas vem sendo feita pela Semgipe, Assistêsncia Social e Defesa Civil. O decreto municipal 321 de 2021 detalha as formas de indenizações, realocações e novas moradias para essas famílias.


O prefeito Capitão Nelson determinou que elaborássemos um modelo de atuação de cunho social, com uma abordagem capacitada feita pelos nossos servidores, de forma coerente, da melhor maneira possível”, disse o secretário Douglas Ruas, garantindo que as obras serão iniciadas após a resolução e acordo com todos os envolvidos nos processos de desocupações e desapropriações.


A Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais já está pleiteando uma nova parceria junto ao governo estadual para a construção de um conjunto habitacional com 120 unidades, a ser construído provavelmente no Colubandê, atendendo às famílias que optarem por uma moradia legalizada e com posse aos proprietários. A maioria dos imóveis desocupados não tem documentação legal de posse.


Estudos e plano de mobilidade

Os investimentos em transportes e melhorias na malha viária de São Gonçalo não estarão concentrados apenas no Muvi. Durante a audiência, o secretário Douglas Ruas afirmou que o município já está em fase de contratação de um plano de mobilidade para a cidade de São Gonçalo.


É um estudo que vai apontar para o poder público as direções que nós devemos seguir na organização do trânsito em São Gonçalo. Quando falamos em organização, temos que contemplar o pedestre, o tráfego em geral, os coletivos e também as bicicletas”, disse o secretário.



O secretário Douglas Ruas também destacou que o Plano Estratégico Novos Rumos, com os projetos que serão viabilizados com os recursos oriundos do leilão de concessão dos serviços da Cedae, prevê uma série de intervenções para pôr fim a problemas crônicos de alagamentos em vários bairros. A questão foi levantada por vereadores, preocupados com áreas, como o bairro de Neves, que estão no trajeto do Muvi.


Também foram debatidos na audiência a redução do tempo de viagens, manutenção das frotas e do corredor viário, custos de manutenção e integração entre linhas e tarifas.




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