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Audiência sobre Barcas termina sem definição

Moradores das cidades atendidas pelo serviço cobram um “plano B” para ser posto em prática a partir de 11 de fevereiro de 2023 quando termina o contrato com a CCR

Foto: Divulgação/CCR Barcas
Foto: Divulgação/CCR Barcas

A Tribuna - Foi realizada uma audiência pública, na manhã desta quinta (10), para debater o futuro do sistema de transporte aquaviário, no qual as barcas estão inclusas. Entretanto, o encontro, realizado no auditório da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Acierj), no Centro de Niterói, terminou sem definição.


Moradores das cidades atendidas pelo serviço cobram um “plano B” para ser posto em prática a partir de 11 de fevereiro de 2023, quando termina o contrato com a CCR, que opera o sistema atualmente. Um dos representantes da sociedade civil presentes no evento foi Guto Pires, presidente da Associação de Moradores de Paquetá (Morena). Ele criticou a postura da Secretaria de Estado de Transportes (Setrans).


“A audiência lamentavelmente repete o que tem acontecido nas demais. A Setrans não tem nenhuma transparência ou fala sobre o que eles pretendem fazer sobre o novo modelo de concessão, quanto eles irão investir, se irão abrir novas linhas. A audiência vira uma peça de ficção. A população está lá para ouvir as propostas. Eles não colocaram nenhum projeto para ser debatido”, disse.


Além disso, Guto lamentou a ausência de representantes da CCR e da agência reguladora do serviço (Agetransp). Em sua análise, a maior parte do tempo foi dominada por discussões fora do contexto do impasse vivido pelo transporte aquaviário. Guto ainda acrescentou que não acreditas que o Governo do Estado conseguirá licitar a operação antes do fim do contrato com a atual concessionária.



“A audiência foi esvaziada. Estou saindo de uma audiência que foi no município que tem a maior população usuária do sistema aquaviário. A CCR não participa de nenhuma audiência pública, assim como a Agetransp. O que foi falado são questões fora de contexto com a discussão. Mais do que sem avanço, a audiência terminou sem que a Setrans tenha dito uma palavra sobre o que eles preveem orçar para haver um plano B”, complementou.


A CCR Barcas afirmar que este assunto deve ser tratado com o Governo do Estado. A Setrans, por sua vez, diz que plano de elaboração da nova modelagem para o transporte aquaviário encontra-se em desenvolvimento, seguindo o cronograma que define dezembro de 2022 como prazo limite para entrega do projeto. A Setrans ressalta que não considera qualquer perspectiva de interrupção da prestação do serviço para o atendimento à população.


Impasse - Em 2018, a concessionária CCR afirmou que não renovaria o vínculo. A empresa afirmou que, no ano passado, o prejuízo foi de R$ 125 milhões. Para este ano, a estimativa é que haja prejuízo parecido: de 120 milhões. Atualmente, as linhas que atendem Niterói carregam, somadas, 32 mil passageiros por dia, sendo 30 mil na linha Praça XV – Praça Araribóia e 2 mil na linha Praça XV – Charitas.


Em setembro, o secretário de Estado de Transportes, Andre Nahass, havia afirmado que estava negociando com a CCR Barcas a prorrogação do contrato de transporte aquaviário, a partir de fevereiro de 2023, quando termina a concessão, até que a modelagem do sistema seja concluída pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. No entanto, a concessionária continua afirmando que manterá o serviço apenas até 11 de fevereiro.

 

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