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Beira-Mar e VP: líderes do CV são transferidos de presídios federais

Transferências são comuns

Marcinho VP: Foto: Reprodução Record TV
Marcinho VP: Foto: Reprodução Record TV

Lideranças históricas da alta cúpula do Comando Vermelho (CV) e outros líderes de facções criminosas do Brasil foram transferidos de presídios federais. A operação ocorreu em sigilo na última quarta-feira (10/1) e reuniu cerca de 100 policiais penais. Entre os presos, estão Fernadinho Beira-Mar e Marcinho VP e Mano G. As informações são do Metrópoles.


As práticas de transferência de alguns presos entres os centros federais é comum e serve para desarticular a organização de grupos criminosos.



Fernandinho Beira-Mar

Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, estava preso na penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande (MS). A coluna Na Mira confirmou que o líder do CV foi escoltado e levado para o presídio de Mossoró (RN).


Em 2021, Fernandinho Beira-Mar afirmou, em um vídeo, que sofria maus-tratos na prisão do Mato Grosso do Sul, onde estava desde 2019.


Marcinho VP

O traficante Marcio Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, chefe do Comando Vermelho, está preso há 21 anos ininterruptos. Nesse tempo, o traficante apontado como líder de uma das maiores facções do Brasil passou por diversas penitenciárias. Ele estava detido no Presídio Federal em Catanduvas (PR), de segurança máxima.


Em 2022, ele lançou o livro Marcinho verdades e posições — direito penal do inimigo. Na obra, feita com o jornalista Renato Homem, o detento conta sua trajetória no mundo do crime, nega as acusações feitas contra ele e comenta sobre a política brasileira.



Mano G

A facção criminosa Família do Norte (FDN) é vista como um dos principais grupos do Amazonas. A FDN é apontada pela Polícia Federal como a terceira maior facção do Brasil.


A FDN é resultado da união de dois grandes traficantes, Gelson Lima Carnaúba, o Mano G, e José Roberto Fernandes Barbosa, o Pertuba. Segundo a PF, após passarem uma temporada cumprindo pena em presídios federais, os dois retornaram para Manaus, em 2006, determinados a se estruturarem como uma facção criminosa.


O resultado é o grupo que foi alvo da operação La Muralla, em 2015, flagrado movimentando milhões por mês com o domínio da “rota Solimões” – usada para escoar a cocaína produzida na Bolívia e no Peru por meio dos rios da região amazônica.


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