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'Campanha de fome' de Israel já matou 34 mil em Gaza, a maioria crianças, dizem especialistas da ONU

Violência já foi condenada várias vezes pela ONU


Crianças vêm morrendo de fome na Faixa de Gaza, disseram nesta terça-feira (9) especialistas da ONU por meio de comunicado. O grupo acusa Israel de conduzir uma "campanha de fome intencional e seletiva" no território palestino.



"Declaramos que a campanha de fome intencional e seletiva de Israel contra o povo palestino é uma forma de violência genocida e provocou fome em toda Gaza ", disseram os 10 especialistas independentes da ONU.


"Trinta e quatro palestinos morreram de desnutrição desde 7 de outubro, a maioria crianças", disseram os especialistas, nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas que não falam em nome das Nações Unidas. 



Israel rebateu a acusação afirmando que o relator especial da ONU sobre o direito à alimentação, Michael Fakhri, e muitos dos especialistas "estão tão acostumados a divulgar informação errada como a apoiar a propaganda do Hamas e a proteger a organização terrorista de ser investigada". Mas Israel - que controla tudo o que entra ou sai do território - não disse se permite a entrada de comida suficiente para os palestinos de Gaza.


Enquanto isso, militares israelenses atacam a Cidade de Gaza, no norte do território, fazendo com que milhares de palestinos fujam em busca de refúgio. A Agência de Direitos Humanos da ONU declarou estar "consternada" com as ordens de evacuação, que obrigaram os deslocados a fugir para áreas no oeste e no sul da cidade, também alvos de ataques e onde "civis estão sendo mortos".



Ambos os lados, Israel e Palestina, vão retomar as negociações indiretas no Catar na quarta-feira (10), em busca de um cessar-fogo e da libertação de reféns. Fontes próximas às conversas indicaram que os chefes da CIA, William Burns, e dos serviços de inteligência israelenses, David Barnea, se encontrarão em Doha com o primeiro-ministro do Catar, um mediador crucial.


O exército israelense lançou uma operação terrestre no bairro de Shujaiya, no leste da Cidade de Gaza, em 27 de junho, expandindo depois sua ofensiva para as áreas do centro, onde "dezenas de milhares de pessoas" receberam ordens de evacuação, segundo a ONU.



Um alto funcionário do Hamas indicou no domingo que o movimento não exigia mais um cessar-fogo permanente antes de iniciar negociações para a libertação de reféns. Mas o gabinete do primeiro-ministro israelense afirmou que "qualquer acordo permitiria a Israel lutar até que todos os objetivos da guerra sejam alcançados", ou seja, a destruição do Hamas e a libertação de todos os reféns.

*Com informações de Brasil de Fato


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