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Chegou a hora da soberania monetária se impor na crise

Por Helcio Albano

Imagem: Reprodução Internet
Imagem: Reprodução Internet

"Não, idiota! Não se administra o orçamento público como você faz com as contas de sua casa. Afinal, diferentemente do governo federal, você não fabrica dinheiro."


Ok, antes de me acusar de grosseria com meu interlocutor, admito que estava num mau dia. Me perdoe pra gente poder seguir adiante e falar de uma coisa que toda mundo acha que entende: Economia.


O grupo Folha/UOL traz hoje (14) em suas páginas virtuais três pesos pesados que, cada um a seu modo, dominam o assunto: os "pais" do Real André Lara Resende e Pérsio Arida e o ex-ministro da Fazenda, Bresser-Pereira.


O trio participa de alguma forma da transição do governo. Resende e Arida diretamente na comissão de Economia montada pelo governo eleito e Pereira como um consultor eventual do PT.



Resende, antes um liberal de vertente neoclássica, acredita hoje no Estado como principal indutor do desenvolvimento. Nem que para isso precise ampliar sua base monetária (fabricar dinheiro) para bancar investimentos sociais (Bolsa Família) e em infraestrutura (Moradias, ferrovias, estradas, etc).


Isso geraria inflação? Não necessariamente num país atolado numa crise econômica e social como o Brasil. Em outras palavras, o neoliberalismo "is dead" e teto de gastos de sul é rolha! Mesma percepção de seu colega Bresser-Pereira, de uma crença profunda na grandeza do Brasil forte e soberano. E um dos elementos de sua soberania é a moeda própria.


Faltou o Arida, né? Bom, tá ali como boneco de ventríloquo da Faria Lima.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.



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