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Cláudio Castro deve renunciar para evitar cassação, dizem aliados

Governador do Rio avalia deixar cargo antes da retomada do julgamento no TSE na próxima semana; estratégia visa reduzir impactos políticos de eventual condenação


Cláudio Castro, governador do RJ. Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Cláudio Castro, governador do RJ. Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil


O processo apura abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, envolvendo contratações irregulares no Ceperj e na UERJ, usadas para beneficiar aliados durante o período eleitoral. Segundo interlocutores, a renúncia antecipada alteraria o objeto do julgamento: o tribunal deixaria de analisar a perda do mandato, mantendo apenas a discussão sobre inelegibilidade.


Até agora, dois dos sete ministros do TSE já votaram pela cassação. A presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, convocou sessão extraordinária para concluir a análise ainda neste mês.


No mesmo processo, é réu o deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente afastado da Alerj por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em investigação sobre obstrução de Justiça e vazamento de informações.


Caso seja declarado inelegível, Castro ainda pode tentar disputar o Senado em outubro, se obtiver autorização judicial para concorrer enquanto recorre. A sucessão no estado é considerada delicada: o vice deixou o cargo, e o próximo na linha é o presidente da Alerj, que também enfrenta problemas judiciais. Há possibilidade de eleição indireta antes do pleito regular.


A defesa de Castro nega irregularidades e afirma não haver abuso de poder comprovado.


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