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Com medo, família de Moïse desiste de quiosques

Um dos quiosques é administrado por PM

Ivana Lay, mãe de Moïse, exibindo o termo de compromisso da Orla Rio ao lado de Eduardo Paes/Foto: Divulgação
Ivana Lay, mãe de Moïse, exibindo o termo de compromisso da Orla Rio ao lado de Eduardo Paes/Foto: Divulgação

A família do jovem congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, 24 anos, espancado e morto na Barra da Tijuca em janeiro, desistiu de assumir os quiosques concedidos no último dia 07 de fevereiro pela Prefeitura, através da empresa Orla Rio, informa o jornal Folha de S. Paulo.


Segundo o advogado Rodrigo Mondego, da comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, os familiares estão com medo, principalmente desde que o responsável pela concessão de um dos quiosques, o Birutas, disse que não sairia de lá.


A partir daí a família ficou com muito medo. Eles não querem mais conflito com ninguém”, afirma.


Familiares de Moïse já haviam relatado abordagem intiidatória de dois policias militares após o crime, o que está sendo apurado pela Corregedoria da Polícia Militar.


O Birutas estaria sendo irregularmente administrado por um policial militar e sua irmã. Um dos assassinos de Moïse presos, Aleson Cristiano Fonseca, trabalhava nesse quiosque.



Outro assassino, Brendon Alexander Luz da Silva, era funcionário da Barraca do Juninho, em frente aos quiosques e também gerida pelo policial. O terceiro preso, Fabio Pirineus da Silva, vendia caipirinhas na areia.


Os quiosques foram cedidos pela Prefeitura para serem transformados em um memorial em homenagem à cultura africana, incluindo um painel com uma foto do jovem morto.


O advogado da família afirma que a família desistiu de administrar os dois quiosques na Barra da Tijuca, mas está aberta a alternativas.


"Eles topariam, inclusive, [assumir] algum outro quiosque. Sabemos que existem quiosques vazios na zona sul", disse.

 

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