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Corpos de passageiros do helicóptero chegam ao IML

Família de Luciana Rodzewics e Letícia Ayumi está no local e aguarda liberação dos corpos; mãe e filha devem ser enterradas na capital


Foto: Reprodução/CNN
Foto: Reprodução/CNN



Os corpos das vítimas do acidente com o helicóptero que desapareceu no dia 31 de dezembro chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) de São José dos Campos, na tarde deste sábado (13).


A informação foi confirmada ao Metrópoles por Silva Santos, irmã de Luciana Rodzewics e tia de Letícia Ayumi, mortas na queda da aeronave. A família aguarda agora a liberação dos corpos, que ainda serão transferidos para a capital paulista, onde serão sepultados.


Os horários do velório e enterro ainda não foram definidos, mas a cerimônia deve acontecer no Cemitério Jaraguá, na zona noroeste de São Paulo.


Bombeiros e policiais militares retiraram as vítimas do local do acidente, em Paraibuna, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, no início desta manhã.


Os quatro corpos estavam em uma área de mata fechada, ao lado dos destroços da aeronave. Por causa do mau tempo, policiais militares e bombeiros precisaram fazer o resgate por meio de uma trilha aberta em meio às árvores.


Como o local é de difícil acesso, o trabalho entre a retirada dos corpos e a chegada ao IML levou algumas horas.



O acidente


O helicóptero modelo Robinson 44 foi encontrado, nessa sexta (12), após 12 dias de buscas. O aparelho desapareceu na Serra do Mar, no dia 31 de dezembro. Morreram no acidente o piloto Cassiano Teodoro, 44 anos, e os três passageiros: Raphael Torres, 41; Luciana Rodzewics, 45; e Letícia Ayumi, 20.


A aeronave partiu do Campo de Marte, na capital paulista, em direção a Ilhabela, no litoral norte, na véspera do Ano-Novo. O último registro no radar havia sido por volta de 15h20 do dia 31 de dezembro. Pouco antes de a aeronave desaparecer, Letícia enviou mensagens ao namorado avisando sobre as más condições climáticas. Ela gravou um vídeo em que o helicóptero aparece totalmente coberto por neblina, sem visibilidade.


A análise dos celulares havia sido feita pela equipe de aviação da Polícia Civil ao longo dessa quinta (11). Segundo o delegado Paulo Sérgio Reis Mello, diretor do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), apenas com tempo favorável, o que ocorreu na quinta, esse trabalho foi possível.



“Para fazer uma triangulação e encontrar o local dos celulares, é preciso três antenas [de telefonia móvel]. Lá, tinha só uma, e virada para outro lado”, disse o delegado.


Por isso, os policiais precisavam fazer voos na região para identificar as localizações prováveis dos celulares. Eles traçaram um cone, a partir da Rodovia dos Tamoios, na altura do km 54, que seguia por um raio de 12 quilômetros em cada um dos lados.


Esse direcionamento foi repassado para o Comando da Aviação da Polícia Militar (PM) na tarde de quinta-feira, e as equipes planejaram uma busca mais minuciosa a partir da manhã dessa sexta-feira.


O cone traçado pela Polícia Civil foi dividido em cinco quadrantes. Em cada um deles, os helicópteros das polícias fariam voos específicos, com menor velocidade e altura. No segundo quadrante, por volta das 9h15, os PMs encontraram os corpos.


*Com informações Metrópoles


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