CPI da Covid: Os crimes de Bolsonaro na pandemia são expostos por presidente da Anvisa
- Jornal Daki

- 12 de mai. de 2021
- 2 min de leitura
O depoimento do presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, nessa terça (11) mostra atitudes contrárias de Bolsonaro às recomendações de autoridades de saúde na pandemia

Em depoimento na CPI da Covid, nessa terça-feira (11), no Senado, o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, deixou evidente algumas atitudes de Jair Bolsonaro contrárias às recomendações de autoridades de saúde na pandemia do coronavírus. Segundo o colunista do jornal Folha de S.Paulo Bruno Boghossian, o depoimento de Torres "mostrou que o governo vai ter dificuldades para controlar os estragos que podem ser produzidos pela CPI".
O chefe da Anvisa criticou, por exemplo, o incentivo a aglomerações. "[Apesar] da amizade que tenho, a conduta do presidente difere da minha nesse sentido", declarou. "Não tem nenhum sentido do ponto de vista sanitário", acrescentou.
Enquanto Bolsonaro sabota a importação de insumos vindos da China para a produção de imunizantes no Brasil, Torres criticou a chamada "imunidade de rebanho" pela transmissão do coronavírus. "Discordar de vacina, falar contra vacina não guarda uma razoabilidade histórica", acrescentou. "Eu penso que a população não deva se orientar por condutas dessa maneira", continuou.
Em sua fala, o presidente da agência também disse estar arrependido de ter aparecido ao lado de Bolsonaro em manifestação pró-golpe em março de 2020.
Pelo menos 10 capitais estavam com a aplicação suspensa. Sete delas retomaram a campanha entre sábado e esta segunda-feira (10): Campo Grande (MS), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio (RJ) e Salvador (BA).
Na quarta-feira (5) da semana passada, Bolsonaro voltou a atacar a China ao insinuar que o coronavírus teria sido criado em laboratório para uso em uma "guerra química".

Além de sabotar vacinação e prejudicar as relações diplomáticas do Brasil com o seu maior parceiro comercial, Bolsonaro violou em várias ocasiões as recomendações de autoridades de saúde. Estimulou aglomerações, saiu às ruas sem máscaras e fez diversas manifestações contra o isolamento social.
Atualmente, o País tem a segunda maior quantidade de mortes provocadas pelo coronavírus (425 mil), de acordo com a plataforma Worldometers. Os Estados Unidos ficam em primeiro lugar (596 mil).
O Brasil tem, ainda, o terceiro maior número de infectados (15,2 milhões), atrás de Índia (23,3 milhões) e EUA (33,5 milhões).









































































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