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Das margens do Ipiranga à farsa da Lava Jato

Por Helcio Albano

Não bem assim que aconteceu/Reprodução
Não bem assim que aconteceu/Reprodução

Corria o ano de 1822. O príncipe Pedro, "el garañon" insaciável, como retratado ao grande público numa novela, sofria de disenteria naquele 7 de Setembro quando recebeu, de um mensageiro, as informações contidas em uma carta mal criada da Corte. Desceu à margem do Ipiranga pra banhar-se após à centésima evacuação de algo podre que comera em Santos. E, fraco, resmunga com a derradeira força que animava seu corpo amarelo:


"Que merda! Mas quer saber? Vamo pra cima da pleiboizada liberal de Lisboa!".


E assim começa a saga do Brasil independente e o milagre da unidade territorial de um país com dimensões continentais. Contrariando muito do que se acredita, as lutas reais - e mortais - contra as tropas leais à metrópole ocorreram em menor ou maior intensidade em quase todas as províncias. Em especial na Bahia, que tem uma celebração à parte de nossa independência de Portugal, comemorada em 2 de julho.



Sim, o acordo de assumir as dívidas de Portugal com os bancos ingleses teve peso em nossa independência? Óbvio! Mas tudo na história acontece a partir de um processo que, nesse caso, se agudizou em 1817 com a revolução republicana em Pernambuco, indo até 1825, quando os britânicos confirmam o Pix dos brasileiros no maior acordo comercial do Atlântico do século XIX.


E por falar em independência e tempo histórico...


Ontem, finalmente, o STF reconheceu a ilegalidade, a farsa e as injustiças cometidas pela Lava Jato. Como é bom ter estado sempre firme no lado certo da História.


Mesmo tendo que pagar um preço alto por isso..


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.