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Deputados bolsonaristas do Rio votam contra prisão de Chiquinho Brazão

Dos 25 votos favoráveis ao miliciano na CCJ, 13 partiram de deputados do PL, todos da sigla que estiveram na Comissão

Chiquinho Brazão ao lado de Flávio Bolsonaro em campanha. Foto: reprodução
Chiquinho Brazão ao lado de Flávio Bolsonaro em campanha. Foto: reprodução

Apontado como uma das figuras mais poderosas entre as milícias do Rio de Janeiro, o deputado federal Chiquinho Brazão teve sua prisão mantida por 39 votos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara dos Deputados. Apesar do resultado adverso, 25 deputados votaram por sua liberdade, sendo a maioria do Rio de Janeiro e do Partido Liberal, do ex-presidente Jair Bolsonaro.


Chiquinho foi detido em 24 de março sob acusação de ser um dos mandantes do assassinato de Marielle Franco (PSOL) em 2018.


Dos 25 votos favoráveis ao miliciano na CCJ, 13 partiram de deputados do PL, todos da sigla que estiveram na Comissão. Os outros deputados que queriam a liberdade de Brazão também são de partidos que atendem às demandas de extrema-direita, como Republicanos, União Brasil e PRD.


Entre os cariocas, votaram pela liberação de Brazão os seguintes deputados: Marcelo Crivella (Republicanos), Carlos Jordy (PL), Cris Tonieto (PL), delegado Alexandre Ramagem (PL) e deputada Dani Cunha (União). Dos 6 representantes do Rio, apenas Chico Alencar (PSOL) ajudou a mantê-lo preso.


O União, porém, não votou em peso com os bolsonaristas, tendo Kim Kataguiri e Benes Locádio como eleitores da manutenção da prisão do acusado de mandar matar Marielle.


Veja como os parlamentares votaram:

Votaram para manter a prisão:


  • Bacelar (PV-BA)

  • Flávio Nogueira (PT-PI)

  • Helder Salomão (PT-ES)

  • José Guimarães (PT-CE)

  • Luiz Couto (PT-PB)

  • Orlando Silva (PCdoB-SP)

  • Patrus Ananias (PT-MG)

  • Renildo Calheiros (PCdoB-PE)

  • Rubens Pereira Jr. (PT-MA)

  • Welter (PT-PR)

  • Kim Kataguiri (UNIÃO-SP)

  • Benes Leocádio (UNIÃO-RN)

  • Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)

  • Covatti Filho (PP-RS)

  • Fausto Pinato (PP-SP)

  • Toninho Wandscheer (PP-PR)

  • Neto Carletto (PP-BA)

  • Dra. Alessandra H. (MDB-PA)

  • Juarez Costa (MDB-MT)

  • Rafael Brito (MDB-AL)

  • Cobalchini (MDB-SC)

  • Renilce Nicodemos (MDB-PA)

  • Castro Neto (PSD-PI)

  • Cezinha Madureira (PSD-SP)

  • Delegada Katarina (PSD-SE)

  • Diego Coronel (PSD-BA)

  • Darci de Matos (PSD-SC)

  • Def. Stélio Dener (REPUBLICANOS-RR)

  • Ricardo Ayres (REPUBLICANOS-TO)

  • Alex Manente (CIDADANIA-SP)

  • Afonso Motta (PDT-RS)

  • Márcio Honaiser (PDT-MA)

  • Gilson Daniel (PODE-ES)

  • Duarte Jr. (PSB-MA)

  • Pedro Campos (PSB-PE)

  • Waldemar Oliveira (AVANTE-PE)

  • Maria Arraes (SOLIDARIEDADE-PE)

  • Célia Xakriabá (PSOL-MG)

  • Chico Alencar (PSOL-RJ)

Votaram para liberar Brazão:


  • Felipe Saliba (PRD-MG)

  • Pedro Aihara (PRD-MG)

  • Mauricio Marcon (PODE-RS)

  • Roberto Duarte (REPUBLICANOS-AC)

  • Lafayette Andrada (REPUBLICANOS-MG)

  • Marcelo Crivella (REPUBLICANOS-RJ)

  • Nicoletti (UNIÃO-RR)

  • Dani Cunha (UNIÃO-RJ)

  • Rafael Simoes (UNIÃO-MG)

  • Delegado Marcelo (UNIÃO-MG)

  • Danilo Forte (UNIÃO-CE)

  • Fernanda Pessôa (UNIÃO-CE)

  • Bia Kicis (PL-DF)

  • Cap. Alberto Neto (PL-AM)

  • Carlos Jordy (PL-RJ)

  • Chris Tonietto (PL-RJ)

  • Del. Éder Mauro (PL-PA)

  • Dr. Jaziel (PL-CE)

  • Julia Zanatta (PL-SC)

  • Marcos Pollon (PL-MS)

  • Pr. Marco Feliciano (PL-SP)

  • Delegado Bilynskyj (PL-SP)

  • Domingos Sávio (PL-MG)

  • José Medeiros (PL-MT)

  • Delegado Ramagem (PL-RJ)


“Há muitos deputados que estão favoráveis a legalidade. Acham claramente que se trata de uma prisão ilegal”, disse Altineu Cortês, líder da bancada do PL em entrevista à CNN Brasil antes da votação.


Para os bolsonaristas, é preciso mandar um recado ao STF no sentido de que um parlamentar só pode ser preso de em flagrante de crime inafiançável, o que não seria aplicado a Brazão.


Apesar da decisão da CCJ, o miliciano ainda passará por uma última sessão de votos no Congresso. Uma votação geral na Câmara, ainda não agendada, dará o veredito final se Chiquinho continuará preso ou ficará em liberdade.


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