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Dirceu, Haddad e a justiça que demora, mas vem

Por Helcio Albano

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Vejam, vocês. O ex-promotor Marcelo Milani, do MP de São Paulo, fez um acordo com Fernando Haddad, ministro da Fazenda, para encerrar uma ação de calúnia e difamação que abriu contra ele em 2017.


Contexto: ao ouvir uma denúncia de corrupção contra Milani na época em que era prefeito de SP, Haddad procurou a Corregedoria do MP para fazer o relato de que o ex-procurador pedira R$ 1 milhão de propina à Odebrecht para fechar os olhos em possíveis irregularidades cometidas pela empresa na construção do Itaquerão.


Dentro do acordo feito no STJ de extinção do processo, homologado ontem (7), Milani admitiu que, por vingança pessoal, usou do seu cargo de promotor para ajuizar ações de improbidade administrativa contra Haddad. Ações essas que, óbvio, pesaram, e muito, na disputa contra o coisa ruim em 2018.



E também ontem, o novo juiz da famigerada 13ª Vara de Curitiba absolveu José Dirceu - o homem mais perseguido do Brasil depois de Lula - de todas as acusações de lavagem de dinheiro feitas contra ele pela Lava Jato.


Haddad, um dos quadros mais preparados do país, ficou taxado de corrupto e incompetente. Dirceu, nem se fala. Foi preso. Humilhado. Moro, o sádico de Maringá, até sequestrou a casa de sua mãe em busca de alquebrá-lo moralmente.


Pra quê? Pra criminalizar a esquerda, o PT e, em última instância, a própria política, incompatível com autoritarismos togados, como esses inaugurados pelo lavajatismo de usar aparelhos do Estado em sua sanha persecutória.


Mas a Justiça tá vindo. Dallangnol já foi pro saco. Agora é a vez do marreco.


Plus

E por falar no marreco, quac! Ontem - esse dia 7/12 entra pra história - o infame do Paraná sentou no banco dos reús da Justiça Eleitoral pra prestar depoimento sobre a bananosa de sua pré-campanha para presidente e, depois, para senador.


Se enrolou todo.

Quac!
Quac!

Bônus

Primeiro, no português. Está comprovado que o concurso que prestou para juiz foi uma fraude. O sujeito é um analfabeto. Depois do "conje" e outros tropeços bizarros com a língua, Moro conseguiu se superar com erros crassos tipo "com mim" - em vez de "comigo", e "não só mim", quando o correto é "não só eu".


Impressionante



Bônus-Track

E no mérito da ação movida pelo PL e PT (sim, isso mesmo!) que pode lhe custar o cargo no Senado, o ex-juiz preferiu não responder às questões dos advogados dos partidos, apenas às do juízo.


E mesmo assim o facínora conseguiu se comprometer. Advinnha com quê? Caixa 2 de campanha. Tudo aquilo que o seu dedo imundo apontou para políticos do PT.


Esse aí vai pro saco também.


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