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Eleições: resultados não surpreendem no Brasil - por Helcio Albano


Nos reencontramos em 30/10  - Reprodução
Nos reencontramos em 30/10 - Reprodução

Tudo, absolutamente tudo foi montado para a vitória do bozo em 02 de outubro. E não é de agora. O golpe em Dilma Rousseff não foi feito para que simplesmente um grupo politico antagônico ao PT tomasse o poder depois de quatro derrotas consecutivas. Foi uma virada de chave que deu nessa extrema-direita tosca que já hegemoniza as eleições nas regiões sul, centro-oeste e que caminha pra isso também no sudeste. O nordeste, valente, ainda resiste.


Visto assim, os resultados de ontem entristecem, mas não surpreendem. A não ser por esse ponto fora da curva e verdadeiro fenômeno da natureza: Luís Inácio Lula da Silva. O pernambucano de Caetés sabe do peso do mundo em suas costas. E quando falo mundo, não exagero.



As eleições deste ano transcendem o país e sinalizarão com que intensidade, velocidade e direção irá a onda da extrema-direita fascista 2.0, que avança na Europa, ronda perigosamente os EUA e se assanha na América Latina, com Brasil à frente.


O que está em jogo é a democracia, a liberdade, o respeito ao diferente, a nos sa soberania. Mas como transformar tais valores cruciais à nossa convivência e ao futuro do Brasil enquanto país unificado em discurso politico e ação concreta que rivalize com o discurso de ódio, do extermínio do outro, que tomou metade do país?


A vitória de Lula em 30/10 talvez seja a última chance de resolvermos nossos problemas através do diálogo, das instituições como mediadoras de conflitos. Estou receoso. Porém, mais ainda com fé e esperança.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.



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