Em carta, Flávio garante entregar Brasil aos EUA se eleito
- Jornal Daki

- 27 de jun.
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Secretário de Estado americano respondeu carta do senador e tratou de comércio, tarifas, crime organizado e da oferta de cooperação em caso de vitória nas urnas

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), colocou à disposição do governo dos Estados Unidos uma equipe de transição para discutir um futuro acordo comercial entre os dois países, caso seja eleito nas eleições de outubro. A informação consta de uma troca de correspondências entre o parlamentar e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Em carta enviada a Rubio no início do mês, Flávio manifestou confiança na vitória eleitoral e afirmou estar preparado para iniciar rapidamente negociações para um amplo acordo econômico. “Estou confiante de que serei eleito Presidente do Brasil neste mês de outubro. Caso essa seja a vontade do meu povo, estou preparado para colocar minha equipe de transição imediatamente à sua disposição”, disse o senador.
Em resposta datada de 23 de junho, Rubio agradeceu a iniciativa e afirmou que Washington está disposto a trabalhar com o futuro governo brasileiro. “Registramos seu otimismo em relação às eleições de outubro e sua generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição”, escreveu o secretário.
Além do tema da transição, Rubio tratou das divergências comerciais entre os dois países. O representante comercial dos EUA manteve “diferenças substanciais” relacionadas à investigação aberta pelo Escritório do Representante de Comércio (USTR) sobre práticas brasileiras. O procedimento, instaurado em julho de 2025 por determinação do presidente Donald Trump, pode resultar em tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Entre os pontos levantados estão tarifas preferenciais consideradas injustas, restrições ao etanol americano, desmatamento e propriedade intelectual.
Rubio também abordou a decisão dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Agradeceu o apoio de Flávio à iniciativa e afirmou que a medida busca combater redes criminosas que ameaçam a segurança no hemisfério.








































































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