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Escândalos sexuais e acusações de corrupção: morre Silvio Berlusconi, o 'bozo' da Itália

Ex-primeiro-ministro foi o primeiro governante fascista da nova era

Ele/Foto: Reprodução
Ele/Foto: Reprodução

O magnata e ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi, que morreu 86 anos nesta segunda-feira (12), teve uma trajetória cheia de escândalos sexuais, acusações de corrupção e declarações polêmicas.


Berlusconi, que foi eleito para quatro mandatos como chefe de Governo italiano, fundou o próprio partido, o Forza Itália, atualmente na coalizão de direita da primeira-ministra Giorgia Meloni. Em sua vida política, o bilionário sobreviveu a diversos processos judiciais e retornou ao Parlamento como senador em 2022, aos 85 anos.


Fora da política, o ex-premiê fez história do futebol. Como presidente do Milan, ele retirou o time da situação de pré-falência e o colou ao lado de gigantes do esporte. Anos mais tarde, em 2018, comprou o Monza e conseguiu levá-lo da terceira divisão para a Serie A.



Um dos escândalos mais conhecidos envolvendo Berlusconi foi uma acusação, em 2010, de que ele teria pagado para ter relações sexuais com a dançarina marroquina de 17 anos, Karima El Mahroug, também conhecida como “Ruby, a ladra de corações”. Na época, ela retirou acusações e afirmou que Berlusconi pagou 60 mil euros a ela por “generosidade”


Vale destacar que, em 2013, o bilionário foi considerado culpado no caso, por prostituição de menores e abuso de poder político. A pena era de sete anos de prisão e inelegibilidade. O magnata, no entanto, entrou com recurso e acabou absolvido dos crimes no ano seguinte.

Em 2010, durante uma feira de motocicletas em Milão, o ex-premiê disse: “de vez em quando, vejo uma garota bonita no rosto, [e percebo que] é melhor gostar de garotas bonitas do que ser gay”. No mesmo ano, ele fez uma “piada” sobre o holocausto e foi alvo de diversas críticas


Já em 2011, a imprensa italiana revelou uma série de festas eróticas das quais Berlusconi fazia parte. As comemorações ficaram conhecidas como “bunga-bunga”. Ele também chegou a dizer que era o “Jesus Cristo da política”: “Sou uma vítima paciente, aturo todo mundo, me sacrifico por todos”, e afirmou que os filhos se sentem como “judeus perseguidos por Hitler”.


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