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Faça Bonito! Nada de 'pintou um clima'

Por Graciane Volotão e Edir Tereza dos Reis

Reprodução internet
Reprodução internet

Foi em memória da menina Araceli Crespo, sequestrada, violentada e cruelmente assassinada que surgiu o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, há 23 anos atrás.


Araceli com apenas 8 anos de idade no dia 18 de maio de 1973 perdeu a sua vida e infelizmente, mesmo depois da repercussão, outras crianças e adolescentes sofreram e continuam sofrendo abusos e exploração sexuais. Quem não se lembra, da fatídica frase: “Pintou um clima” proferida pelo ex-presidente, como se não fosse crime a pedofilia.


Não quero com isso, voltar aqui as antigas efemérides. Quem é professor e professora “das antigas” sabe bem sobre o que estou falando. Todavia, entendo ser necessário tratar sobre este assunto nas escolas, pois somam-se quase 14 mil violações registradas nas casas das crianças e dos adolescentes, em que familiares são os responsáveis pelos abusos e explorações sexuais.



Não devemos deixar passar em branco tantas vidas que são violadas em nosso país, chegando ao aumento de 68% de denúncias registradas só este ano de 2023 em comparação com o mesmo período do ano passado. O que demonstra que as pessoas estão denunciando e se conscientizando da importância de interromper estes ciclos familiares e sociais.


Segundo a campanha e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) ao todo, “foram 69,3 mil denúncias e 397 mil violações de direitos humanos de crianças e adolescentes, das quais 9,5 mil denúncias e 17,5 mil violações envolvem violências sexuais físicas – abuso, estupro e exploração sexual – e psíquicas.”


Os números assustam, porém o que mais assusta é saber que existem homens e mulheres adultos que violam os corpos das crianças e dos adolescentes naturalizando frases, gestos e comportamentos que reforçam a violência.


Observe seus filhos, filhas e estudantes. Alguns sinais costumam aparecer como: o comportamento fica diferente, podendo apresentar humor alternando, medo constante, relatos de sentir vergonha, insônia, contatos muito próximos do possível abusador, sono interrompido, choro excessivo, diarréia frequentes, sangramentos e dificuldades para sentar. As vítimas são silenciadas pelo medo, por vezes coagidas pelos próprios familiares.


Precisamos dar um basta! Os corpos são invioláveis e não é permitido a ninguém os tocar. Denuncie pelo disque 100, no WhatsApp - (61) 99611-0100 ou no site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) caso saiba ou suspeite que uma pessoa esteja sendo vítima de violências sexuais.Conhecer e fazer valer a Lei 9970/20 é importante para que o Abuso e a Violência Sexual em Crianças seja apenas a lembrança desse fatídico 18 de maio.


Que nossas crianças e adolescentes jamais sejam vítimas desse terror físico e psicológico irreversível que marca para sempre a vítima. Lembrando que em tempos de uso exacerbado da internet, há pedófilos nas redes.


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Graciane Volotão é Pedagoga, professora supervisora educacional, servidora pública e doutoranda em educação na UFF e membra do Coletivo ELA – Educação Liberdade para Aprender e colaboradora da Coluna “Daki da Educação”, publicada às sextas.

Edir Tereza dos Reis é Orientadora Pedagógica (PMDC), Supervisora Educacional (PMSG), Psicopedagoga, especialista em Neurociências, membra do Coletivo ELA – Educação Liberdade para Aprender e colaboradora da Coluna "Daki da Educação", publicada às sextas.


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