top of page

Filhos de Picciani, Cabral e Garotinho não se elegem

Veja os clãs político-familiares que se deram bem no Rio


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Extra - A presença e renovação dos clãs familiares na política já se tornou um velho conhecido do eleitor carioca. Em 2022, não seria diferente: são pelo menos seis candidatos ligados aos sobrenomes Picciani, Cabral, Cunha, Garotinho e Ruas.


Os irmãos Picciani — Leonardo, que concorreu a deputado federal, e Rafael, a estadual, ambos pelo MDB do Rio — não se elegeram, com cerca de 36 mil e 24 mil votos, respectivamente. Eles fizeram questão de não usar o famoso sobrenome na propaganda eleitoral. A herança política é uma faca de dois gumes, já que o ex-presidente da Assembleia Legislativa Jorge Picciani, que foi uma lenda no Estado do Rio, não era pouco enrolado com a justiça.


Outra figura ilustre que preferiu omitir o sobrenome foi a deputada federal Clarissa Garotinho, que concorreu ao Senado pelo União Brasil. Ela ficou em quarto lugar, atrás até de Daniel Silveira, que está pendurado com a Justiça, e não se elegeu com cerca de 1.1 milhão de votos conquistados. Seu pai, o ex-governador Anthony Garotinho tentou — e muito — participar das eleições 2022. Primeiro, na disputa ao Palácio Guanabara, depois decidiu manter o nome da família vivo na Câmara dos Deputados. Mas foi a Justiça que frustrou os planos: ele teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) e desistiu da disputa.


O político foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), em 2018, no processo sobre fraudes envolvendo o projeto Saúde em Movimento, na época em que ele era Secretário de Estado de Governo, entre 2005 e 2006. Ao todo, o esquema teria desviado R$ 234,4 milhões dos cofres públicos.


Por outro lado, Marco Antônio Cabral não se absteve em utilizar o sobrenome do ex-governador Sérgio Cabral, e ficou atrás de Leonardo Picciani, em quarto lugar, sem conseguir a vaga de deputado federal com pouco mais de 23 mil votos. O pai do candidato está preso desde novembro de 2016, somando mais de 400 anos de prisão. São 22 condenações, por oito diferentes crimes: organização criminosa, lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro, corrupção passiva, corrupção ativa, evasão de divisas, fraude em licitação e formação de cartel.




Filha do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, a candidata a deputada federal Danielle Cunha (União Brasil) foi a terceira mais votada do seu partido e se elegeu.


Sem citar o pai na TV, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Lava Jato, Danielle contou com mais de 74 mil votos. Ela teve apoio político do governador Cláudio Castro (PL) no Rio e um belo investimento financeiro do partido, que colocou mais de R$ 2 milhões na campanha dela.


A família Maia concorre a dois cargos nas eleições deste ano: o patriarca Cesar Maia (PSDB) ocupou o posto de vice na chapa de Marcelo Freixo (PSB), e foi derrotado pelo governador Cláudio Castro, reeleito em primeiro turno. Já Dani Maia, disputou uma cadeira do Rio na Câmara dos Deputados, e não foi eleita, com quase 22 mil votos. Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara Federal, não participou das eleições nas urnas, mas decidiu os rumos do PSDB no Rio, legenda que não se deu nada bem por aqui e não elegeu nenhum deputado federal.


Em São Gonçalo, Região Metropolitana e terceiro maior colégio eleitoral do Rio, o prefeito Capitão Nelson (PL) participou ativamente da campanha do filho, Douglas Ruas (PL). Ele foi o deputado estadual mais votado do PL no Rio, conquistando a vaga na Alerj com quase 174 mil votos.


A candidatura de Guilherme Delaroli a deputado estadual ganhou o apoio de peso de seu irmão, Marcelo Delaroli, prefeito de Itaboraí. O esforço deu certo: ele foi o terceiro candidato a deputado estadual mais votado do PL, eleito com quase 114 mil votos.

Ajude a fortalecer nosso jornalismo independente contribuindo com a campanha 'Sou Daki e Apoio' de financiamento coletivo do Jornal Daki. Clique AQUI e contribua.



Comentários


POLÍTICA

KOTIDIANO

CULTURA

TENDÊNCIAS
& DEBATES

telegram cor.png
bottom of page