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Filme Transe reflete sobre afetos e amor durante polarização política

Transe traz uma ficção de encontros e desencontros do amor, em meio à polarização política em 2018


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Transe, mix de ficção e documentário de Anne Pinheiro Guimarães e Carolina Jabor, chega aos cinemas na próxima quinta-feira (2/5) e traz uma trama de encontros e desencontros amorosos em meio à polarização política em 2018, quando Jair Bolsonaro chegou ao poder.



O filme foi gravado em meio a manifestações do #EleNão e traz Luisa Arraes como Luisa, uma jovem atriz que vive com seu namorado músico, Ravel (Ravel Andrade). Ela conhece Johnny (Johnny Massaro), um espírito livre, e os três vivem um relacionamento baseado no amor livre, quando um perigo iminente ameaça colocar o futuro de todos em risco.



De acordo com Carolina Jabor, a escolha dos personagens jovens foi uma forma de retratar o olhar de uma parte das pessoas de esquerda. “Através do olhar inocente de jovens que nunca tinham vivido um embate com uma oposição tão contrária a tudo que acreditavam, estamos mostrando também certa ingenuidade que todos nós estávamos vivendo naquele momento”, declarou, indicando que o filme surgiu como uma “válvula de escape”.



Anne Pinheiro Guimarães revelou que o filme o roteiro foi aprimorado conforme os acontecimentos durante a campanha presidencial. “Saíamos para filmar com uma equipe mínima a partir desses encontros. Criávamos as situações, conversávamos muito com o elenco sobre a cena e deixávamos eles improvisarem com suas visões sobre o que estávamos encenando”, disse, acrescentando que o processo foi “muito vivo e aberto a sugestões”.


Protagonista, Luisa Arraes explicou que nunca fez um filme dessa maneira e que eles não sabiam em qual resultado chegariam. “Normalmente, a gente faz um filme sabendo o que a gente vai dizer. Mas o nosso filme é uma ficção feita como um documentário. Não sabíamos aonde íamos chegar, não sabíamos exatamente o que queríamos dizer, então ele é feito hoje sobre hoje. Isso está na forma como ele foi feito e gravado”, relatou.


Johnny Massaro pontuou que o filme continua sendo atual, mesmo com as constantes transformações da vida e que ele traz uma lição. “Não tem nada parado e estático e parado no universo, então, a gente vai ter que estar sempre se atualizando, atento, porque sempre tem eleições e sempre no exercício da democracia. Espero não precisar mais fazer filmes dessa forma, que partem desse desespero, dessa angústia e que a gente possa contemplar outros assuntos porque muitas pessoas morreram por conta disso”, disse.


Arraes contou que o filme trouxe uma nova percepção em sua vida, a de querer ouvir mais as pessoas que têm opiniões contrárias às suas. A atriz ainda contou que eles emprestaram muito de sua personalidade e pensamentos para os personagens nesta produção. Massaro completou: “A grande riqueza desse filme é a gente ter usado como arsenal as nossas próprias experiências”.


O nome do filme ainda traz uma reflexão aos espectadores, tanto pelo transe causado pelas eleições, com a divulgação de diversas fake news e ascensão de Jair Bolsonaro ao poder, quanto pelas relações amorosas entre os personagens principais, Luisa, Ravel e Johnny.


*Com informações Metrópoles


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