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Foragido por estupro coletivo se entrega à polícia; quatro investigados viram réus

Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, se apresentou à 12ª DP em Copacabana. Todos os quatro maiores de idade agora são réus por estupro e cárcere privado


Mattheus Verissimo Zoel Martins na chegada à delegacia de Copacabana — Foto: Reprodução
Mattheus Verissimo Zoel Martins na chegada à delegacia de Copacabana — Foto: Reprodução

Um dos quatro foragidos acusados de participar do estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana se entregou à polícia na manhã desta terça-feira (3). Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, compareceu acompanhado da defesa à 12ª Delegacia de Polícia, onde o caso é investigado.


A 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente aceitou a denúncia do Ministério Público, transformando os quatro investigados em réus. A decisão considera o agravante de a vítima ser menor de idade e inclui o crime de cárcere privado. Os promotores destacaram "a violência empregada e a brutalidade dos atos sexuais praticados".


Seguem foragidos Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos; e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. O delegado Angelo Lages afirmou que a expectativa é que todos se entreguem. Um adolescente também é investigado por ato infracional análogo ao crime, em procedimento na Vara da Infância e Juventude.


Vitor Hugo é filho do subsecretário estadual de Governança, José Carlos Costa Simonin. A secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Rosangela Gomes, manifestou "profunda indignação e tristeza". O governo do estado repudiou o ato de violência e informou que a Secretaria da Mulher presta apoio à vítima e sua família.


A Justiça já havia negado habeas corpus aos foragidos. O crime ocorreu em 31 de janeiro, quando a adolescente foi convidada por um ex-namorado a um apartamento. Segundo o inquérito, ela foi submetida a violência sexual por todos os acusados, sofrendo agressões físicas e sendo impedida de sair do quarto. Imagens de câmeras e conversas de WhatsApp integram as investigações.


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