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Gêmeas roubadas em maternidade se encontram aos 19 anos graças ao TikTok

A busca por respostas levou as gêmeas a descobrir um escândalo de tráfico de bebês na Geórgia

Ano e Amy se conheceram pela primeira vez na estação de metrô Rustaveli. Foto: BBC
Ano e Amy se conheceram pela primeira vez na estação de metrô Rustaveli. Foto: BBC


DCM - Em uma emocionante história de gêmeas separadas ao nascer, Amy Khvitia e Ano Sartania se reencontraram após serem separadas na maternidade. A reaproximação levou a descoberta de um esquema de tráfico de bebês na Geórgia. Com informações da BBC Brasil.


Amy atualmente com 19 anos, estava assistindo ao programa Georgia’s Got Talent quando, aos 12 anos, notou uma garota idêntica a ela. Sete anos depois, ela postou um vídeo no TikTok, chamando a atenção de Ano. A conexão foi feita, e as gêmeas descobriram que eram, de fato, irmãs separadas ao nascer.



A busca por respostas levou as gêmeas a descobrir um escândalo de tráfico de bebês na Geórgia que afetou inúmeras famílias. O grupo do Facebook Vedzeb, que significa “Estou procurando” em georgiano, criado pela jornalista Tamuna Museridze, se tornou uma plataforma para reunir famílias georgianas com crianças suspeitas de adoção ilegal.


Museridze acredita que até 100 mil bebês foram roubados e vendidos na Geórgia entre 1950 e 2005. Segundo a matéria do BBC News, que contou o caso, a jornalista destacou que o esquema era amplo e envolvia criminosos organizados, incluindo pessoas de todos os setores da sociedade.


Com a ajuda do Vedzeb e testes de DNA, Amy e Ano encontraram sua mãe biológica, Aza, em Leipzig na Alemanha. Em um emocionante reencontro, as gêmeas abraçaram a mãe que não viam desde o nascimento. Aza explicou que ficou doente após o parto, entrou em coma e, ao acordar, foi informada de que seus bebês haviam morrido.



A investigação do governo georgiano sobre o tráfico de crianças está em andamento desde 2022. O governo afirmou ter conversado com mais de 40 pessoas, mas os casos são considerados “muito antigos”, e registros históricos foram perdidos.


Tamuna Museridze e a advogada de direitos humanos Lia Mukhashavria estão unindo forças para levar casos de vítimas aos tribunais georgianos, buscando acesso aos documentos de nascimento, o que é atualmente impossível pela legislação local.


As gêmeas, que inicialmente foram adotadas ilegalmente, agora buscam respostas não apenas para sua história pessoal, mas também para a injustiça que afetou milhares de famílias na Geórgia.


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