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Gleisi diz esperar que Derrite não siga na relatoria do PL Antifacção

Texto foi aprovado no ano passado pelo Senado e volta para análise dos deputados. Segundo Gleisi, Derrite “dificultaria” as conversas

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse, nesta terça-feira (3/2), que espera que o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) não continue como relator do Projeto de Lei Antifacção na Câmara dos Deputados.

A declaração foi dada ao ser questionada sobre a retomada da tramitação da proposta, que voltou à Casa após alterações feitas pelo Senado.


“Espero que não [seja Derrite o relator] porque dificultaria muito a gente conversar sobre o tema. Acho que ele [o texto] voltou muito melhor do Senado”, afirmou a ministra.

A referência ao texto “melhor” diz respeito à versão aprovada pelo Senado em 10 de dezembro, após mudanças negociadas com o governo. O projeto havia sido aprovado inicialmente pela Câmara, mas passou por ajustes na Casa vizinha antes de retornar para análise dos deputados.


Nos bastidores, a relatoria de Derrite sempre foi vista com resistência pelo Palácio do Planalto. O projeto foi apresentado pelo governo no fim de outubro, logo após uma megaoperação policial no Rio de Janeiro que terminou com 121 mortos, o que aumentou a sensibilidade política em torno do tema da segurança pública e do combate às facções criminosas.

Mesmo assim, o então presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou Derrite como relator. O deputado é aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e figura como opositor ao Planalto, o que gerou incômodo pelo fato de um projeto do Executivo ficar sob a responsabilidade de alguém fora da base governista.


Além disso, a condução da relatoria foi marcada por instabilidade. Em poucos dias, Derrite apresentou seis versões do parecer, o que ampliou críticas de governistas e dificultou a construção de consenso em torno do texto.


No Senado, o projeto passou por novas negociações e ajustes, resultando em uma versão considerada mais equilibrada pelo governo. Agora, com o retorno da proposta à Câmara, a definição da relatoria volta a ser um ponto sensível, principalmente para a base governista.

*Com informações Metrópoles

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