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Guedes quer tirar Educação e Saúde de dedução de IR

Ministro também pensa em desindexar o reajuste do salário mínimo e aposentadorias da inflação


Por Rodrigo Melo

Cara de um, focinho de outro/Foto: Reprodução
Cara de um, focinho de outro/Foto: Reprodução

O ministro da Economia, Paulo Guedes, que já admitiu desindexar (desvincular) o reajuste do salário mínimo e aposentadorias da inflação, agora pretende retirar do Imposto de Renda (IR) dedução de gastos com saúde e educação.


A medida, que valeria para pessoas físicas, representaria um ganho de R$ 30 bilhões para o caixa do governo: R$ 24,5 bi advindos do fim da possibilidade de restituição com gastos com a saúde e R$ 5,5 bi de gastos com estudos.


A informação é do Estadão, que obteve um documento com algumas ideias formuladas para reforçar os cofres públicos em eventual segundo mandato de Bolsonaro.



Só a desindexação dos salários e aposentadorias da inflação geraria um ganho de R$ 100 bilhões para a União em detrimento da renda dos trabalhadores e beneficiários da previdência.


O Ministério da Economia estuda formas de cobrir o rombo causado pelo pacote eleitoreiro do governo Bolsonaro que "torrou" mais de R$ 380 bilhões com renúncias fiscais (energia e combustíveis) e aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 até 31 de dezembro.


Essas e outras estripulias orçamentárias que transformam as "pedaladas" da Dilma em piada de boteco acenderam o alerta no mercado da capacidade do país em honrar seus compromissos financeiros em 2023.

 

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