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Hamas, Talibã, neopentecostais têm tudo a mesma cepa

Por Helcio Albano

Bill Clinton celebrando com Isaac Rabin e Yasser Arafat o acordo de Oslo jamais cumprido por Israel/Foto: Reprodução
Bill Clinton celebrando com Isaac Rabin e Yasser Arafat o acordo de Oslo jamais cumprido por Israel/Foto: Reprodução

A mais espetacular e eficaz das estratégias de manipulação pra bagunçar o coreto geopolítico foi criada pelos EUA. E consiste basicamente em financiar com rios de dinheiro os adversários dos seus inimigos dentro de seus próprios países.


É bem conhecida a atuação da CIA nos anos 50 e 60 na América Latina no contexto da Guerra Fria contra a URSS, que pra desestabilizar regimes antipáticos ou hostis a Washington, seduzia a milicada pra fazer os golpes sujos e instituir ditaduras capEtalistas servis ao Tio Sam.


Esse modus operandi funcionou bem aqui e em outros continentes, mas a partir dos anos 70, no Oriente Médio, o Pentágono aperfeiçoou sua estratégia e, além das armas, apostou tudo em grupos fundamentalistas islâmicos pra barrar o avanço soviético na região. É assim que os talibãs surgem na cena (literalmente no filme Rambo!), com Osama Bin Laden lutando ao lado do Stallone pra expulsar os comunistas malvadões (rs) de suas terras, o que viria a ocorrer em 1989.



E com essa mesma lógica os EUA financiaram outros grupos fundamentalistas pra lutar contra os "comunistas" de seus países. Entre eles, o Hamas, na Palestina, que veio a ser o antagonista do Fatah, que teve como seu maior líder, Yasser Arafat, de orientação laica e social-democrata. Eis a verdade que dói: o Hamas é criação direta dos EUA e, por sua vez, do estado sionista de Israel.


E não se engane. O fortalecimento dos grupos fundamentalistas neopentecostais no Brasil tem a mesma finalidade de nos tragar pra uma espiral de irracionalidade onde não cabe a política. Somente a guerra.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.




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