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Investigação contra Valdemar aumenta pressão sobre pré-campanha de Flávio Bolsonaro

Presidente do PL é alvo de apuração por desvio de R$ 119 milhões em emendas; senador também enfrenta desgaste com operação contra aliado em Belford Roxo e outras crises recentes


Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e o senador Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e o senador Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

A investigação da Polícia Federal contra Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, abriu um novo foco de desgaste para a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. O dirigente partidário, um dos principais aliados da família Bolsonaro, comanda a estrutura da qual o senador depende para viabilizar sua candidatura.


Valdemar é investigado por desvio de dinheiro de emendas parlamentares e associação criminosa, conforme decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O despacho integra desdobramentos da Operação Transparência. A PF aponta indícios de que Valdemar, mesmo sem mandato, influenciava a destinação de verbas com apoio de servidores da Câmara. A estimativa é que ele tenha atuado no desvio de ao menos 21 emendas, que somam cerca de R$ 119 milhões em empenhos ou pagamentos.


A pressão sobre a pré-campanha não se limita a Valdemar. Márcio Canella (União Brasil), principal aliado de Flávio em Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, também foi alvo de operação da PF nesta semana. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 7,6 bilhões, ligado a postos de combustíveis.


Flávio não é alvo da investigação contra Valdemar, mas o avanço das apurações atinge o ambiente político do PL. A especialista em comunicação política Bianca Silvino avaliou que a investigação não compromete, isoladamente, a candidatura de Flávio, mas se soma a outras crises recentes: o caso Vorcaro, o embate público com Michelle Bolsonaro, a operação da PF contra Jair Bolsonaro e a dependência de uma decisão dos EUA sobre tarifas.


Bianca afirmou que o caminho mais viável para Flávio seria adotar um “distanciamento silencioso” da crise, sem romper com Valdemar nem fazer uma defesa pública enfática, pois o senador depende da estrutura do partido, incluindo fundo eleitoral e tempo de televisão.


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