Justiça absolve homens acusados de atacar policiais em São Gonçalo
- Jornal Daki

- 25 de jul.
- 2 min de leitura
Câmara Criminal do TJRJ decidiu por unanimidade que não havia provas suficientes; decisão cita falhas na investigação e aponta que tiro que atingiu viatura partiu de arma de policial

A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) absolveu, por unanimidade, Renan dos Santos Nascimento Silva e Douglas Mendes da Silva, que estavam presos desde outubro de 2024 sob acusação de tentativa de homicídio contra policiais militares. A decisão considerou a ausência de provas que sustentassem a acusação e determinou a soltura dos dois.
O caso ocorreu na madrugada de 28 de outubro de 2024, no bairro de Tribobó, em São Gonçalo. Segundo os policiais, eles tentaram abordar um Hyundai HB20 branco, mas o motorista não obedeceu à ordem de parada, iniciando uma perseguição que terminou em tiros contra o veículo e na morte de um dos ocupantes. Os policiais afirmaram que houve troca de tiros durante a fuga e que os disparos foram em legítima defesa. Os três sobreviventes passaram a responder por tentativa de homicídio contra os PMs, sob acusação de terem atirado contra a viatura.
Ao analisar o recurso apresentado pela Defensoria Pública, os desembargadores concluíram que a investigação apresentou falhas importantes: ausência de perícia no local, falta de exames periciais na viatura e no carro perseguido, e o fato de que nenhuma arma atribuída aos acusados foi encontrada.
A decisão também considerou um relatório técnico do Projeto Mirante, que analisou imagens das câmeras corporais dos policiais. O estudo apontou que o disparo que atingiu o retrovisor da viatura partiu da arma de um dos policiais, não dos ocupantes do veículo perseguido. A análise também reforçou que o HB20 não apresentava danos compatíveis com a versão de que teria rompido barricadas durante a fuga.
Além da absolvição, o Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública segue atuando em ação que busca responsabilizar o Estado pela morte de Pablo Roberto da Silva Barbosa, baleado durante a perseguição e que morreu após dar entrada no hospital.
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