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Líder do PL no Rio repudia o pecado, mas não condena o capetão

Atos terroristas isolam Bolsonaro e jogam PL no colo do governo


Por Rodrigo Melo

Altineu Côrtes/Reprodução
Altineu Côrtes/Reprodução

Os atos terroristas de ontem na Praça dos Três Poderes em Brasília destruiu vidraças, mobílias e obras de arte. Mas do entulho gerado pelo vandalismo bolsonarista pode sair uma ponte de fuga dos caciques do PL direto para a base governista do presidente Lula.


Uma oportunidade de ouro que o presidente da legenda, Waldemar Costa Neto, e a liderança da bancada na Câmara, Altineu Côrtes, não querem perder. Embora saibam em situação desfavorável de negociação. Em outras palavras, trocam de bonde, mas não ficam na janela.


O acordo de Costa Neto com o ex-presidente (salário, mansão e estrutura para correr o Brasil) a essa altura foi pro vinagre. A mesma coisa deve ocorrer com Michelle Bolsonaro e o ex-ministro general Braga Neto. Tudo que se ligue a Bolsonaro e ao bolsonarismo é arrumar sarna pra se coçar.



O deputado federal Altineu Côrtes, que é presidente do PL no estado do Rio, correu às redes sociais e soltou uma nota padrão de repúdio e chamou o episódio em Brasília de "lamentável".


Porém, não citou em sua manifestação o mais ilustre dos filiados do seu partido, Jair Bolsonaro, a razão de tudo o que ocorreu ontem e envergonhou o Brasil.


Repudiar o pecado sem condenar o capetão, não engana ninguém. E só deixa o oportunismo de ocasião mais do que escancarado.

 

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