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Lula procura Rússia e China para trazer vacinas para o Brasil

Diretor do fundo russo que bancou a produção da Sputnik V, Kirill Dmitriev, se encontrou com o ex-presidente


Imagem: Marcelo D. Sants/Framephoto/Estadão Conteúdo
Imagem: Marcelo D. Sants/Framephoto/Estadão Conteúdo

O retorno do ex-presidente Lula ao cenário político não se restringe ao Brasil, pois, o líder petista antes mesmo de sua coletiva no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) esteve em contato com os governos da Rússia e China para tratar das vacinas contra a Covid-19.


Há três meses o ex-presidente Lula teve um encontro com Kirill Dmitriev, diretor do Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF) que financiou o desenvolvimento da Sputnik V.


O interesse de Dmitriev em ter uma conversa surgiu após ele descobrir que o nome de Lula era um dos signatários de um abaixo-assinado pelo Nobel da Economia Muhammad Yunus, que defende a vacina enquanto um bem comum e que seja distribuída gratuitamente.


Além disso, o encontro de Lula com Dmitriev contou com a interlocução do presidente da Rússia, Vladimir Putin, que incentivou a reunião. Além do ex-presidente, participaram da reunião com o diretor do fundo russo os ex-ministros da saúde José Gomes Temporão, Alexandre Padilha e Arthur Chioro.


De acordo com o relato de Alexandre Padilha ao jornal O Globo, “foi uma conversa importante, porque abriu a relação do fundo russo com o Consórcio do Nordeste. Deixamos claro que, além do Paraná, com quem eles tiveram as primeiras tratativas, tinham muitas frentes no Brasil a serem abertas”.


Padilha também relatou que foi destacado o “interesse pelo volume de vacinas era maior e envolvia vários estados brasileiros. Isso fortaleceu o acordo de milhões de vacinas firmado com os estados do nordeste”.


Além das tratativas com o fundo russo, Lula e a ex-presidenta Dilma fizeram contato com o governo da China. Em carta enviada ao presidente chinês, Xi Jinping, elogiaram a condução da pandemia no país e criticaram o negacionismo e “incivilidade” de Jair Bolsonaro.


“Consideramos oportuna essa mensagem, como forma de manifestar a nossa certeza de que a antiga e sólida amizade entre os nossos povos não será abalada pelo presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e seu governo”, escreveram Lula e Dilma ao governo da China.


Dilma e Lula se referiram ao embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, que foi alvo de ataques de Eduardo Bolsonaro e Ernesto Araújo. “O embaixador da China no Brasil, seguidamente desafiado por provocações e manifestações desrespeitosas de nossos governantes, se esforça como pode para preservar as boas relações entre nossos países”.


A parceria do Instituto Butantan com o laboratório Sinovac na produção de insumos também foi tema da carta. “Em nome desta grande amizade que brilha em qualquer circunstância e que soubemos construir entre nossos dois países e nossos povos, não faltará ao Brasil insumos indispensáveis para dar continuidade à recém-iniciada produção de vacinas que salvem a vida do povo Brasileiro”, escreveram Lula e Dilma.


Algumas semanas depois alguns deputados federais, entre eles Alexandre Padilha, se reuniram com a embaixada da China para fortalecer as mensagens transmitidas na carta.


Com informações d’O Globo.


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