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Lula visita estaleiro em Niterói e afirma: 'A gente tem que reagir e defender esse país'

“Apenas no estado do Rio de Janeiro, a indústria naval tinha 33 mil trabalhadores. Hoje, são 7 mil”, disse o ex-presidente

Lula conversou com funcionários no estaleiro/Foto: Ricardo Stuckert
Lula conversou com funcionários no estaleiro/Foto: Ricardo Stuckert

Em visita ao estaleiro Mauá, em Niterói, realizada nesta sexta (11), o ex-presidente Lula conversou com trabalhadores e não ficou nada satisfeito com o que ouviu. Funcionários relataram o sucateamento de unidades e as dificuldades encontradas no ramo desde o início da Operação Lava Jato que praticamente dizimou a indústria de petróleo e gás no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, onde se encontra o pré-sal e os maiores estaleiros do país.


“Nós, em pouco tempo, conseguimos criar uma indústria naval competitiva e poderosa. O Brasil poderia ter uma das maiores indústrias navais do mundo. Quando descobrimos o pré-sal, tinha gente que não acreditava que conseguiríamos explorar. E conseguimos tirar petróleo a 7 mil metros de profundidade. Já visitei tantos estaleiros ao longo da minha vida, mas hoje volto ao Rio com tristeza vendo o desmonte da indústria naval”, lamentou Lula.


Lula continuou a criticar o atual momento do país. “Deixamos de ser grandes pra voltar a ser pequenos. Deixamos de produzir conteúdo nacional pra virar vira-lata de outras economias. Temos engenharia, tecnologia e mão de obra qualificada. Apenas no estado do Rio de Janeiro, a indústria naval tinha 33 mil trabalhadores. Hoje, são 7 mil”, continuou.


“Quero mandar um recado aos trabalhadores da indústria naval: não deixem destruírem o que vocês construíram. São 15 milhões de brasileiros desempregados. A gente tem que reagir e defender esse país. O Brasil não é do Bolsonaro”, disse Lula, destacando que o governo de Jair Bolsonaro é responsável pelo cenário de dificuldades.


"Esse país não é de Bolsonaro, banqueiro, fazendeiro. Está na hora de a gente dizer: deixem alguém governar esse país com competência. Americanos nunca aceitaram a ideia de partilha, de fundo social. Um outro Brasil é possível”, afirmou.


“A Petrobras não é apenas uma empresa de petróleo. É importante para o desenvolvimento nacional. Ela investe muito em pesquisa e pode ajudar outras indústrias, como a de óleo e gás e a indústria naval”, relatou.


“O país só será rico quando o povo tiver dinheiro, não é quando o empresário tiver dinheiro… Aí a gente consegue gerando emprego, salário”, completou o ex-presidente.


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