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Maricá promove 1º Seminário do Conselho Municipal LGBTQIA+

“Controle Social, Políticas Públicas e Diretos Humanos” foi o tema, como parte das ações da Semana do Orgulho LGBTQIA+


Foto: Clarildo Menezes
Foto: Clarildo Menezes

A Prefeitura de Maricá, por meio da Coordenadoria Municipal LGBTQIA+ e da Secretaria de Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher, promoveu nesta quinta (30) o primeiro Seminário do Conselho Municipal LGBTQIA+, com o tema “Controle Social, Políticas Públicas e Diretos Humanos”. Encontro aconteceu no Auditório da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, no Centro, e faz parte das ações da Semana do Orgulho LGBTQIA+. O seminário reuniu representantes dos Conselhos nacional, estadual e municipal, que debateram e trocaram de experiências sobre a temática e garantia de direitos. A ação tem como objetivo marcar a luta pelo reconhecimento e respeito à diversidade na sociedade. Conselheira da pasta LGBTQIA+ de Maricá, Allie Monteiro ressaltou o cotidiano de enfretamento. “É uma luta diária, constante e esse seminário é de extrema importância para nós, quando podemos debater e aprender um pouco mais. É um local de troca de experiência”, enalteceu.


Direitos humanos em debate Moradora de Maricá, Bruna Benevides é atualmente uma das maiores referências na defesa de direito das pessoas trans no Brasil e pontuou a importância da identificação de gênero. “Enquanto a sociedade não entender de que mulheres trans são mulheres, a gente vai ter diversos outros processos de violência e de violações de direitos das mulheres trans. As pessoas trans não têm escolha de não lutar. A luta faz parte do nosso dia a dia. Desde a necessidade de fazer qualquer modificação corporal, até coisas mais complexas. Por isso, estamos aqui debatendo as lutas da comunidade LGBTQIA+ da cidade de Maricá”, disse. Homem trans, Jordhan Lessa, membro do Instituto Brasileiro De Transmasculinidades, falou sobre a liberdade do debate da diversidade na cidade. “Vivemos em Maricá, um oásis, no meio de tudo que está acontecendo, onde temos o privilégio de poder debater assuntos voltados para o público LGBTQIA+, mas ainda temos pessoas que não entenderam a luta por direitos e cidadania das pessoas LGBTQIA+. Todas as ações que são produzidas em Maricá são importantes para reafirmar a necessidade do respeito à diversidade”, completou. Coordenadora do Centro de Cidadania LGBT Niterói, Renata Castelo, ressaltou os atos de violência contra a comunidade LGBTQIA+. “É preciso uma política efetiva de proteção e combate à violência contra as minorias. O povo LGBTQIA+ sofre e morre todos os dias. Precisamos lutar para mudar isso”, pontuou. Ativista transexual, Indianarae Siqueira, falou sobre a rede de proteção voltada para ao público LGBTQIA+. “Devemos construir diálogos para fortalecimento e respeito à diversidade de gênero e cultural dos indivíduos, além de criar uma rede de apoio e proteção ao público LGBTQIA+. Nós vivemos uma sociedade que é contra a diversidade e que é violenta com as mulheres e pessoas de gêneros e sexos divergentes como as pessoas trans, gays, lésbicas, bissexuais e intersexo”, argumentou.


Semana do Orgulho LGBTQIA+ de Maricá Uma campanha foi montada pela Prefeitura de Maricá: “Uma homenagem às nossas histórias”, para honrar a trajetória das pessoas LGBTQIA+, contando suas lutas e vitórias que ultrapassam estereótipos, recebendo acolhimento dos órgãos municipais. O lançamento foi no último sábado (25/06) online, além dos outdoors pela cidade. Confira o restante da programação: 02/07, às 11h – 1º Encontro Gay em Maricá, Casa dos Conselhos (Rua José Custódio Soares, 175 – Boa Vista). 03/07, às 16h – Pré-Parada LGBTQIA+ de Itaipuaçu (Rua 1, esquina com a Praia). Conselho LGBTQIA+ Criado em 2021, o Conselho Municipal LGBTQIA+ propõe a participação popular, o controle social, a implementação e a fiscalização dos direitos e leis da comunidade LGBTQIA+. Este é o primeiro conselho do segmento aprovado por lei municipal no Estado do Rio de Janeiro, e que incluiu em sua sigla as pessoas intersexos (que nascem com características sexuais biológicas que não se encaixam nas categorias típicas do sexo feminino ou masculino), além de lésbicas, gays, bissexuais, transsexuais e travestis.

 

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