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Mesmo com bombardeio a favor, brasileiro é contra privatizações

Por Helcio Albano

Poste despencando em rua do Boaçu/Foto: Morador
Poste despencando em rua do Boaçu/Foto: Morador

Mesmo com bombardeio da mídia venal a favor, a maioria dos brasileiros é contra privatizações. Milagre? Nada disso. É porque felizmente a sociedade se deu conta que os serviços privatizados ou se tornaram piores ou muito caros. Simples assim.


Vejamos o caso da Águas do Rio em São Gonçalo. A população passa um verdadeiro perrenge nas mãos da empresa que substituiu a Cedae.


Os principais motivos para a revolta dos gonçalenses contra a empresa são falta d'água recorrente, tarifas caras e cobranças abusivas por parte da concessionária que comete toda sorte de irregularidades e ilegalidades sem ser incomodada pela Prefeitura do capitão.


E o que dizer da Enel, ex-Ampla, que não investiu um centavo em modernização da rede elétrica herdada da antiga e saudosa Cerj?



As estações ainda são as mesmas do meado do século passado e a subterranização da rede, prevista em contrato, jamais aconteceu. Fazendo com que, vire e mexe, uma tragédia aconteça. Isso pra nem falar nas quedas constantes de energia que não distinguem mais Salgueiro de Icaraí.


A pesquisa Datafolha, divulgada ontem (8.abr.23) captou um salto no apoio dos brasileiros às privatizações desde 2017 (20% para 38%), mas o paredão contra a entrega do patrimônio público ainda é exuberante: 45%.


E tende a crescer e retornar ao seu patamar histórico de maioria absoluta no governo Lula, que prometeu esvaziar o programa de desestatizações do Guedes e comprar a briga em favor das empresas públicas.


Essa briga sim é patriótica. O resto é brisa.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.






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