Milicianos ligados à guerra em Niterói são alvos da Polícia Civil
- Jornal Daki

- 24 de jun.
- 2 min de leitura
Dois homens acusados de coordenar cobrança de taxas e confrontos armados em Rio das Pedras, Catiri e Canhoto foram presos; um deles estava em Niterói e o outro em Rio das Ostras

Dois homens suspeitos de integrar a cúpula de uma milícia que atua em Rio das Pedras, Catiri e Canhoto, nas zonas Sudoeste e Oeste do Rio, foram alvos da Polícia Civil. Um deles foi preso nesta quarta-feira (24) em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, onde estava escondido. O outro já havia sido capturado em abril, no bairro do Fonseca, em Niterói, e também teve o mandado de prisão cumprido na operação de hoje.
Segundo a Polícia Civil, ambos ocupavam posições estratégicas na milícia, atuando como "puxadores de guerra" – criminosos que lideram confrontos armados contra a polícia e traficantes, além de coordenarem invasões a áreas de facções rivais. Os dois são acusados de cobrar taxas de comerciantes e moradores nas regiões sob domínio do grupo.
A investigação revelou ainda uma aliança entre a milícia e traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP). A parceria visa fortalecer o poder das facções, dominar áreas do Comando Vermelho (CV) e expandir os territórios já controlados. O suspeito preso em Niterói, por exemplo, ajudava traficantes do TCP na guerra de facções e foi flagrado com uma granada.
As investigações tiveram início em setembro de 2025, durante uma ação da Draco na Taquara. Na ocasião, foram apreendidos dinheiro, uma pistola e um veículo clonado. A análise de dados dos celulares apreendidos permitiu à polícia mapear a estrutura da organização criminosa, revelando conversas sobre cobranças, divisão de áreas e arrecadação de recursos.
A Polícia Civil continua trabalhando para identificar outros integrantes e combater a integração entre milícia e TCP, que afeta diretamente municípios da Região Metropolitana, como Niterói.
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