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Moraes manda Polícia Penal do DF monitorar Bolsonaro em tempo integral

26 de ago. de 2025
2 min de leitura

Conforme decisão de Moraes, equipes deverão ser destacadas para realização do monitoramento em tempo real na casa de Bolsonaro, em Brasília

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O reforço do policiamento na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinado nesta terça-feira (26/8) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deverá ser feito em tempo integral pela Polícia Penal do Distrito Federal.

Conforme a decisão de Moraes, equipes deverão ser destacadas para a realização do monitoramento em tempo real, no endereço residencial de Bolsonaro, em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto.


“Diante do exposto, nos termos do art. 21 do RiSTF, determino à Polícia Penal do Distrito Federal que proceda ao monitoramento em tempo integral das medidas cautelares impostas a Jair Messias Bolsonaro, com destacamento de equipes para monitoramento em tempo real do endereço residencial do réu, onde cumpre prisão domiciliar”, diz Moraes na decisão.


O ministro estipula, ainda, que o monitoramento deverá ser feito de forma a evitar “exposição indevida, abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática”.

Moraes determina, também, que o reforço do policiamento não deve adotar “medidas intrusivas” da esfera domiciliar de Bolsonaro ou que possam perturbar a vizinhança.


Segundo a decisão, fica a critério da Polícia Penal do DF a utilização ou não de uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem.


A decisão de Moraes ocorre após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu, nessa segunda-feira (25/8), a necessidade de um monitoramento maior nas imediações da casa de Bolsonaro, após ofício enviado pelo líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT), à Polícia Federal (PF).


No documento, o deputado apontou o suposto risco de fuga evidenciado por investigação da PF, que encontrou no celular do ex-presidente a minutra de um pedido de asilo ao governo da Argentina.

“A obtenção de informações sobre um plano de fuga, somada à proximidade geográfica e à conjuntura política e investigativa, indica a necessidade de reforço urgente e imediato do policiamento ostensivo e discreto nas imediações do endereço residencial do investigado, bem como da manutenção e constante checagem do sistema de monitoramento eletrônico, de forma a assegurar a eficácia da medida cautelar”, expôs Lindbergh.


A PF encaminhou o ofício ao ministro Alexandre de Moraes, que, na sequência, solicitou manifestação da PGR, diante do caso.


“Tendo em vista o encaminhamento pela própria Polícia Federal da solicitação que recebeu do ilustre deputado federal, parece ao Ministério Público Federal de bom alvitre que se recomende formalmente à polícia que destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas, adotando-se o cuidado de que não sejam intrusivas da esfera domiciliar do réu, nem que sejam perturbadores das suas relações de vizinhança”, recomendou a PGR.

*Com informações Metrópoles

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