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Morte de Moïse está ligada à atuação de milícias, diz ministro do STF

Gilmar Mendes usou sua conta no Twitter para cobrar ação do MPRJ e do MPF contra os criminosos

O jovem congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, 24, morto na Barra da Tijuca - Facebook/Reprodução
O jovem congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, 24, morto na Barra da Tijuca - Facebook/Reprodução

O assassinato do jovem congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, 24 anos, morto a pauladas na praia da Barra da Tijuca, está ligado à atuação de milícias no estado do Rio de Janeiro.


A afirmação foi feita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes em sua conta no Twitter neste domingo (06), citando artigo do jornalista Elio Gaspari, de um dia antes, na Folha de S. Paulo.


O caso Moïse traça suas raízes no poder do Estado paralelo e na invisibilidade do controle armado”, escreveu Mendes, acrescentando que a “ocupação irregular de áreas estratégicas por grupos de milícias está por trás da crise da segurança pública”.



Três fatos que pululam da investigação sobre a morte de Moïse chamaram a atenção de Gaspari e de Mendes: a demora da Polícia em entrar no caso, a tentativa de intimidação de dois policiais contra familiares do jovem congolês e, finalmente, a notícia de que um dos assassinos tinnha como “patrão” um cabo da PM, dono do quiosque vizinho “Birutas”, o que foi confirmado pela Prefeitura, embora considere a concessão irregular.



Mendes disse ser necessário que o poder público atue contra os grupos milicianos, citando nominalmente os ministérios públicos do Rio e Federal.


Movimentos sociais realizaram um ato contra o racismo e pedindo justiça no sábado (5), na Barra da Tijuca, em frente ao quiosque Tropicália, onde Moise foi assassinado, pelo menos, por três homens que o espancaram até a morte no dia 24 de janeiro.

 

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