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Motoristas de aplicativos de transporte fazem paralisação de 24 horas

Movimento que pede valor mínimo de R$ 10 para corridas e aumento do valor pago por quilômetro rodado, começou às 4h desta segunda


Foto: Cristiana Souza
Foto: Cristiana Souza

Extra - Nesta segunda (15), motoristas de aplicativos deflagraram uma paralisação da categoria, com perspectiva de interromper os serviços em todo o Brasil. O movimento é chamado de day-off, ou seja, 24 horas sem atividade. A manifestação começou às 4h de hoje e deve se estender até as 4h desta terça (16).


Nesta manhã, no Rio, cerca de 40 motoristas se concentraram em frente ao aeroporto Santos Dumont. Por volta das 8h, eles seguiram em carreata até o prédio da Uber, também no Centro da cidade, para uma manifestação. Policiais militares e agentes da Guarda Municipal acompanham o protesto.


A categoria reivindica que o valor das corridas seja de ao menos R$ 10 (hoje fica em torno de R$ 6), aumento do valor pago pelo quilômetro rodado e redução do percentual das corridas descontado pelas empresas.



— O desconto hoje oscila entre 40% a 60%, o que é muito alto. Estamos pedindo que essa fatia caia. Tivemos reuniões com as duas empresas (Uber e 99) na semana passada mas, por enquanto, só negativas — explica Luiz Corrêa, presidente do Sindicato dos Prestadores de Serviço por Aplicativo do Rio (SindMobi).


Eles querem ainda a cobrança de um adicional para cada parada solicitada pelo passageiro durante uma corrida. Os profissionais pedem também segurança para trabalhar e fim dos banimentos da plataforma sem justificativa.


A motorista Márcia Tatiana Pereira, de 32 anos, que trabalha com aplicativo há 5 anos, também questiona a política da empresa no enfrentamento aos casos de assédio sofridos pelos profissionais, não apenas mulheres. Ela conta que são recorrentes os casos de motoristas que recebem propostas de sexo em troca das corridas e que, comunicada, a empresa diz apenas que "lamenta o ocorrido":


— Já fui abordada por passageiros perguntando sobre minha vida sexual, me fazendo propostas, oferecendo dinheiro. Mas a resposta é sempre essa: "lamentamos o ocorrido". Dão apenas a opção de bloquear o passageiro de voltar a pegar corrida comigo, sem banimento, ou seja, a pessoa pode continuar assediando outros colegas — afirma a motorista: — Se cometemos algum erro, e o passageiro aciona a empresa, somos banidos sem direito à defesa. Mas o contrário não acontece.


A paralisação nacional foi convocada por meio das redes sociais, com participação da Federação dos Motoristas por Aplicativo do Brasil (FEMBRAPP).


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