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Mulheres convocam manifestação na DHNSG após feminicídio de Fernanda Guedes

Representantes de movimentos sociais em defesa da mulheres em São Gonçalo exigem punição rigorosa para homem que matou a vítima a facadas; ato está marcado para terça (9)


Fernanda Guedes/Foto: reprodução
Fernanda Guedes/Foto: reprodução

O Fórum Popular de Mulheres de São Gonçalo (Fopmusg) convocou uma manifestação em frente à Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) para a próxima terça-feira (9), às 18h.


O ato repudia o feminicídio de Fernanda Lima Martins Freitas Guedes, de 47 anos, morta a facadas pelo companheiro André Lessa Horinouchi na noite de quarta-feira (3), no bairro Mutondo.


A entidade que reúne dezenas de representações, como o Movimento de Mulheres de São Gonçalo, promete agir para que o crime seja devidamente enquadrado na lei do feminicídio e o agressor exemplarmente punido.


“Não vamos aceitar nenhum artifício legal para a impunidade. O assassino André Horinouchi precisa ser punido com o rigor da lei”, declarou Graciane Volotão, organizadora do protesto e coordenadora do Coletivo ELA, que compõe o Fopmusg.



André Lessa Horinouchi foi preso em flagrante pela Polícia Militar no local do crime. Equipes do 7º BPM encontraram Fernanda já sem vida, com múltiplas perfurações por faca.


Segundo relatos apurados pelo Daki, André Lessa teria fotografado a mulher após o crime e enviado as imagens para a ex-mulher como forma de ameaça a ela e ao filho. Ele permaneceu no local até a chegada dos agentes, que o prenderam e apreenderam a faca usada no crime, encaminhada à perícia.


Ainda de acordo com a apuração, os advogados de André Lessa irão alegar na Justiça surto psicótico do agressor no momento do brutal assassinato.


Foto atual de André Horinouchi/Reprodução vídeo
Foto atual de André Horinouchi/Reprodução vídeo

O Brasil registrou 1.518 vítimas de feminicídio em 2025, o maior número da história – média de quatro mortes por dia. Especialistas apontam omissão do Estado e falta de investimento em políticas de proteção como fatores para o avanço dos casos.


Casos de tentativa e de feminicídios consumados em São Gonçalo divulgados pela imprensa em 2026.


6 de fevereiro - A jovem Alana Rosa foi brutalmente esfaqueada por Luiz Felipe Sampaio dentro de sua casa, no Galo Branco. Alana foi socorrida com vida e internada em coma no CTI e UTI por mais de 1 mês até receber alta sob grande comoção no 4 de março. O agressor passou por audiência no dia 15 de abril e está preso.


8 de março de 2026 – Tatiana de Carvalho Paulino, de 40 anos, foi morta a facadas no Jardim Catarina pelo ex-namorado, que não aceitava o fim do relacionamento. O suspeito foi preso horas depois e autuado por feminicídio.


23 de abril de 2026 – Uma mulher foi encontrada morta com sinais de violência em Ipiíba, São Gonçalo. A Polícia Civil iniciou as investigações para esclarecer as circunstâncias e a autoria do crime.


28 de maio de 2026 – Uma empresária de 40 anos foi esfaqueada pelo marido dentro de casa, no Jardim Alcântara. Ela sobreviveu após ser socorrida e o caso foi registrado como tentativa de feminicídio.


1º de junho de 2026 – Uma jovem de 20 anos, vítima de tentativa de feminicídio em Maria Paula, escapou da morte graças a ajuda de um vizinho que entrou em luta corporal com o agressor, que morreu no local.


3 de junho de 2026 - Fernanda Lima Martins Freitas Guedes foi morta a facadas, no bairro Mutondo, pelo atual companheiro André Lessa Horinouchi, que foi preso em flagrante.


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