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Nem disfarçam: deputados bolsonaristas celebram tentativa de golpe na Bolívia

Deboche e falta de vergonha em defender a ruptura democrática

Bia Kicis, Gustavo Gayer e Ricardo Salles, todos do PL, comemoraram golpe na Bolívia. Foto: reprodução
Bia Kicis, Gustavo Gayer e Ricardo Salles, todos do PL, comemoraram golpe na Bolívia. Foto: reprodução

Após o fracasso do golpe de Estado na Bolívia, em uma tentativa do general Juan José Zúñiga de depor o presidente Luis Arce, políticos bolsonaristas como os deputados federais Bia Kicis, Ricardo Salles e Gustavo Gayer comemoraram a possibilidade de um comando militar assumir o governo boliviano, o que não aconteceu no país andino, com os golpistas sendo presos.


“Graças a Deus”, foram as primeiras palavras escritas por Kicis no X, antigo Twitter, ao ler sobre a trama no país andino. Minutos depois ela apagou o post e ironizou o acontecido: “Se não tem velhinhas com a bíblia na mão, cabeleireiras armadas com batom, famílias cantando o hino nacional e rezando, não é golpe!”, afirmou, em uma publicação também excluída.


Na mesma linha, citando idosas religiosas, Gayer mantém na plataforma um vídeo sobre o momento em que os militares chegaram ao Palácio Queimado. Na sequência, ele provocou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF): “Corre lá na Bolívia urgente! Tem uma democracia que precisa ser salva”.


Por fim, com o fracasso da tentativa golpista, o bolsonarista apelou para o negacionismo e, em uma teoria singular, insinuou que “a esquerda criou um golpe fake para se fazer de vítima e posar de defensores da democracia”. Ele ainda tentou criar um paralelo com os atos de 8 de janeiro de 2023: “Onde foi que eles aprenderam isso?”.



Já o ex-ministro do Meio Ambiente, Salles provocou o Exército Brasileiro ao dizer que os militares bolivianos têm “cojones”, expressão espanhola para falar sobre quem tem “culhões”, ou coragem. Na ocasião, ele também chamou as Forças Armadas Brasileiras de melancia, uma alegoria para dizer que, apesar da roupa verde por fora, são vermelhos, ou comunistas, por dentro.


De DCM.


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