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No Rio, Lula fala da revitalização da indústria naval e critica política de juros

Presidente esteve na sede do BNDES acompanhando a posse de Aloisio Mercadante

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

A retomada da atividade dos estaleiros foi uma das tônicas do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na posse de Aloísio Mercadante, na Presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), ontem (6), no Rio.


Lula disse que seu governo promoverá a volta dos áureos tempos do setor naval, investindo na construção de navios e no desenvolvimento de estaleiros, recuperando, também, via Petrobras, a indústria de óleo e gás.



Nos últimos seis anos, o setor naval extinguiu 80% das vagas, deixando muita gente desempregada: só em 2018, por exemplo, perderam-se cerca de 60 mil empregos diretos e 240 mil, indiretos.


Juros

Lula voltou a criticar o nível da taxa Selic, juros básicos da economia, definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC). Na semana passada, o Copom manteve a taxa em 13,76% ao ano. Para o presidente, não existe nenhuma justificativa para que a Selic esteja neste momento nesse patamar.


“É só ver a carta do Copom para a gente saber que é uma vergonha esse aumento de juros e a explicação que deram para a sociedade brasileira”, disse ele, enfatizando as crítica ao Banco Central:



“Agora resolveu tudo. O Banco Central é independente e não vai mais ter problema de juro. Ledo engano. O problema não é de um banco independente ou ligado ao governo. O problema é que este país tem uma cultura de viver com juros altos, que não combina com a necessidade de crescimento que nós temos”, observou.


O presidente reiterou da urgência do Brasil voltar a crescer por iniciativa do estado para gerar demanda:


“A economia brasileira precisa voltar a crescer. É urgente. Só tem dois jeitos de ela voltar a crescer. Ou a iniciativa privada faz investimento e ela só vai fazer investimento se tiver demanda. Ou o Estado incentiva a iniciativa privada a fazer, colocando primeiro a mão na massa. Esse é o papel do nosso governo, colocar a mão na massa para a economia voltar a crescer”, finalizou Lula.


Com A Tribuna.


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