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Oito entre dez põem na conta do Flávio tarifaço e ameaça ao Pix, diz pesquisa

Levantamento da empresa Palver aponta que 81% das publicações opinativas em grupos de WhatsApp e Telegram atribuem culpa ao senador; governo Lula tenta emplacar termo "Tariflávio"


A prova/Foto: reprodução
A prova/Foto: reprodução

Levantamento da empresa de análise de dados Palver mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é apontado como culpado pelas ameaças ao Pix ou pelo novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos em 8 a cada 10 mensagens opinativas. A responsabilização do pré-candidato do PL à Presidência, direta ou indiretamente, corresponde a 81% das publicações opinativas analisadas nos mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram monitorados.


O monitoramento se refere ao período de 27 de maio a 2 de junho e está atrelado à viagem de Flávio aos Estados Unidos e à reunião com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca em 26 de maio. Desde então, aliados de Lula passaram a defender a tese de que essa aproximação representava uma ameaça ao sistema de pagamentos Pix.


Apoiadores do presidente tentam emplacar nas redes sociais o termo "Tariflávio" para associar o senador à crise. O governo brasileiro pretende manter negociações com os EUA e vê chance de evitar a imposição das taxas sugeridas pelo USTR, enquanto tentará potencializar ao máximo o desgaste de Flávio, principal adversário de Lula nas eleições de outubro.


Segundo o relatório da Palver, as publicações predominantes acusam o senador e a família Bolsonaro de "traição à pátria" e de alinhamento a interesses estrangeiros, além de descrever a ofensiva americana como ataque a uma conquista da população brasileira. Esse discurso repetido nas mensagens é semelhante ao que tem sido adotado por Lula em suas manifestações públicas.


Entre as mensagens que isentam Flávio, três linhas de argumentação se destacam: a classificação das acusações como desinformação ou manobra política da esquerda; a negação de risco concreto ao Pix; e a defesa de que a atuação do senador nos EUA mirava o combate ao crime organizado.



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