Paes classifica transferência do Segurança Presente para a PM como "golaço'
- Jornal Daki

- 1 de mai.
- 2 min de leitura
Ex-prefeito afirma que decisão de Ricardo Couto acaba com politização da segurança e elogia "limpeza" no governo estadual

O ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), afirmou que a transferência do programa Segurança Presente para o controle da Polícia Militar é um "golaço" do governador em exercício, Ricardo Couto. Em vídeo publicado nas redes sociais, Paes disse que a medida representa o fim da politização na área de segurança e o retorno do comando técnico.
“Finalmente, o programa Segurança Presente volta a ser controlado pela Polícia Militar. Acabou essa história absurda do controle da segurança ficar nas mãos de gente de fora do Rio, como o governo Cláudio Castro já fez, transformando um programa importante em moeda de troca para deputados”, declarou.
A manifestação ocorreu após publicação, em edição extra do Diário Oficial na quinta-feira (30), da decisão que transfere o Segurança Presente e o programa Barricada Zero para a Secretaria de Estado de Polícia Militar. Até então, o Segurança Presente estava subordinado à Secretaria de Governo, enquanto o Barricada Zero era vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O governo informou que as mudanças não acarretarão aumento de despesas.
O decreto determina a transferência das unidades, do quadro de pessoal e das responsabilidades administrativas para a PM, além da extinção de 27 unidades do GSI, com exoneração dos servidores vinculados. Em cerca de 40 dias de gestão, Couto já exonerou 1.477 comissionados, com previsão de reduzir aproximadamente 40% dos cargos.
No mesmo Diário Oficial, o governador também exonerou gerentes da Diretoria de Administração e Finanças do Rioprevidência e, no início do mês, afastou o então presidente interino do órgão, Nicholas Cardoso, após pedido do Ministério Público. A investigação apura aportes de R$ 118 milhões feitos pelo fundo em instituições financeiras não cadastradas.
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