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Para! Chega! Por nós, por todas as mulheres, por nossas vidas

Por Graciane Volotão


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O dia 25/07/1992 foi considerado um marco na luta contra o racismo, a opressão de gênero e exploração. Foram as mulheres negras que neste dia puxaram o 1º Encontro de Mulheres afro latino-americanas e afro-caribenhas em Santo Domingo. Uma data reconhecida pela ONU em que lembramos este importante acontecimento e celebramos o Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.


Aqui em nosso país aproveitamos para exaltar as mulheres que lutam contra todas as formas de violência e opressão que o patriarcado insiste em manter. Homenageamos especialmente Tereza de Benguela, que liderou o quilombo do Quariterê, no século XVII atuando com importantes inovações na política e defesas do quilombo.


As mulheres sofrem diversas violências, simplesmente por serem mulheres. Foi por meio de muitas lutas que conquistamos o direito ao voto. Morremos diariamente por termos corpos femininos. Não aguentamos mais sermos escravizadas pela cor da nossa pele e por acharem que somos propriedade dos homens. Sempre somos culpabilizadas e silenciadas.


Somos a maioria da população mundial, são nossos corpos que dão vida às futuras gerações. Somos nós que alimentamos os homens em nossas entranhas e são eles que nos matam.


Somos constantemente violentadas pelos nossos patrões, pais, padrastos, filhos, companheiros e até mesmo um homem que passa por nós em uma rua e resolve que deve violar nossos corpos e vidas. Não é normal vivermos com medo das ruas e até em nossas próprias casas.




Não é incomum recebermos notícias de feminicídios em uma mesma edição de jornal, como nas recentes tragédias que tirou a vida de Sarah, Ysabeli e Letícia, assim como a vida de Vitórya Melissa, de Marielle Franco e as demais mulheres que se citarmos todos os nomes, não será possível fechar esta coluna, pois a cada três dias uma mulher é vítima de feminicídio só no estado do Rio de Janeiro.


O que estamos fazendo com a educação dos meninos e das meninas? Como podemos admitir que as vidas das mulheres e seus corpos sejam violentados em 2022 e nada acontece? Os homens saem ilesos enquanto nós, mulheres, permanecemos com medo.


Não suportamos mais. Não podemos ser silenciadas. Somos a maioria: da população, na Educação e no voto.


Como pudemos eleger um presidente que não nos prioriza, nem defende e que descredibiliza as urnas eletrônicas? Precisamos reagir urgente! Precisamos acreditar na democracia e igualdade de gênero.


NEM PENSE EM NOS MATAR Quem Mata Uma Mulher Mata a Humanidade.


Mexeu com uma, mexeu com todas.

 

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Graciane Volotão – Pedagoga, professora supervisora educacional, servidora pública e doutoranda em educação na UFF.