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Passaporte vacinal falso é vendido a negacionistas por até R$ 500

Apuração feita pelo Metrópoles revelou que comércio funciona livremente em grupos do Telegram focados em pessoas que são contra os imunizantes


Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Revista Fórum - Obrigatórios para adentrar muitos espaços, certificados de vacinação tem sido vendidos pelo Telegram por até R$ 500. Aproveitando-se de brechas de segurança do aplicativo ConecteSUS e dos movimentos negacionistas antivacina, pessoas comercializam cartões falsos com valores diferentes para determinados números de doses.


Uma apuração do Metrópoles, que acompanhou as vendas no Telegram durante três semanas, revelou que o anúncio do certificado falso de vacinas é feito livremente em grupos de pessoas que são contra os imunizantes. Em meio a publicações de notícias falsas sobre as vacinas disponíveis contra a Covid-19, pipocam comunicados que vendem o “passaporte vacinal”.


Um dos vendedores explicou à reportagem que o esquema é feito por meio da Unidade Básica de Saúde (UBS) em que trabalha. Ao pedir o Cadastro Nacional de Informações Sociais (Cnis) do interessado, o suspeito afirma que pode registrar a dose no sistema ao mesmo tempo em que descartará uma vacina contra a Covid-19.


Oficialmente, o Ministério da Saúde informou não ter sido notificado sobre casos de comercialização do certificado vacinal. O Metrópoles apurou com uma fonte da pasta, no entanto, que o modus operandi é totalmente possível.


O Brasil possui mais de 38 mil salas de vacinação, além de hospitais e Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) com acesso ao sistema que registra os imunizantes. O governo federal precisa dar acesso à plataforma a servidores dessas unidades, lá na ponta, para que as doses sejam cadastradas.


“Se uma pessoa está agindo para vender esse certificado no posto de saúde e tem uma credencial, ela pode lançar a vacinação e não vacinar a pessoa. Isso é possível de ser feito tranquilamente”, confirmou a fonte do Ministério da Saúde.