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'PEC das Drogas' vai piorar muito o que já é péssimo

Por Helcio Albano

Reprodução UOL
Reprodução UOL

Os anos 1960 prometiam alçar a humanidade a um outro nível evolutivo. Uma nova dimensão mental e espiritual que a libertasse dos grilhões dos boletos bancários. A sociedade industrial capitalista havia ido longe demais e a vida baseada apenas no maravilhoso mundo do consumo não fazia mais sentido. Então, o Ocidente se voltou para o Oriente em busca de seu Nirvana particular.


Precisaria se reeducar. E isso dava muito trabalho. Então, encontrou no ópio o seu atalho, que acabou aprisionando-o no vício das agulhas de um novo mercado criado pela guerra do Vietnã. O capitalismo sempre dá um jeito de se readaptar e vencer.


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Os povos originários deram aos branquelos da "América" suas raízes e folhas ancestrais pra expansão da mente que tanto buscavam. Da bosta de boi, o cogumelo (em forma de LSD) que o levaria a um mundo psicodélico multicolorido em que o prazer máximo era o estado pleno de liberdade, sobretudo sexual, antítese radical do que hoje prega a turma bolsofascista.



Maconha [também de origem oriental], ayahuasca, folha de coca e tudo de natural que hoje compreendemos como "drogas alucinógenas" por milênios são de uso terapêutico e religioso ligados à busca da felicidade e do bem-estar no autoconhecimento por diferentes povos do Planeta. E tudo bem!


O seu uso JAMAIS foi considerado crime. Coisa que só ocorreria no início do séc. XX por razões racistas e de mercado. Como agora, com a PEC das Drogas que vem pra encarcerar de vez a juventude preta e favelada, e, curiosamente de modo casado com a proposta de privatização dos presídios.


É preciso dizer não a tanta hipocrisia e insanidade.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.

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