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Pelo fim da greve nas universidades, governo mexe com carga horária

Em reunião com representantes dos professores de universidades, governo propôs mexer com a carga horária, revogando portaria de Bolsonaro


Foto:  Ascom ADUnB-S.Sind
Foto: Ascom ADUnB-S.Sind

Na abertura de reunião realizada nesta sexta-feira (14/6) entre o governo federal e representantes dos professores de universidades e institutos federais, o Ministério da Educação (MEC) propôs mexer com a carga horária docente, através da revogação da Portaria nº 983/2020, do governo Jair Bolsonaro (PL).



A norma é criticada pela categoria por ampliar a carga horária mínima semanal dos professores. Segundo a portaria de Bolsonaro, o docente deve cumprir um mínimo de 14 horas semanais, se for em regime de tempo integral; ou 10 horas, caso seja em regime de tempo parcial. Para a categoria, a exigência que a portaria impunha prejudicava a pesquisa e a extensão, pois docentes ficariam restritos ao exercício em sala de aula.


Ao se revogar a norma, o governo tenta, sem mexer com a questão salarial, satisfazer um pedido dos professores.



Para que esse tipo de assunto seja discutito, o MEC também propôs a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para elaborar a nova regulamentação.


A revogação da portaria de carga horária seria imediata, após a assinatura do acordo, que até agora, só teve concordância da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes).


O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) quer garantir um aumento ainda em 2024, o que não deve sair. O acordo prevê um reajuste em duas parcelas, válido para os dois próximos anos, dividido da seguinte maneira: 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026.


Também foi acertada a reestruturação na progressão entre os diferentes níveis da carreira. O acordo terá impacto fiscal de R$ 6,2 bilhões em dois anos.


PAC para universidades


No início da semana, em mais um sinal aos professores, o presidente da República anunciou R$ 5,5 bilhões em investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para centros e hospitais universitários, após reunião com reitores.


O chamado PAC das Universidades foi mais uma tentativa de debelar as greves, que hoje afetam 62 instituições, sendo 55 centros de ensino superior, cinco institutos federais (IFs), e dois centros federais de educação tecnológica (Cefets).


Além dos investimentos no PAC, o ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou um acréscimo de recursos para o custeio das instituições federais, em um total de R$ 400 milhões, dos quais R$ 279,2 milhões serão para centros universitários e outros R$ 120,7 milhões para os institutos federais.


Há informações também de que a negociação com os técnicos-administrativos em educação (TAEs) teve avanços nesta semana e eles poderão pôr fim à greve, que recém completou 90 dias.


O Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), por exemplo, convocou assembleia para a próxima terça-feira (18/6).


Na terça (11/6), em nova rodada de negociação, o governo propôs um reajuste de 9% em 2025 e de 5% em 2026.


*Com informações Metrópoles


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