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Plantando uma árvore, escrevendo um livro e tendo um filho - por Rofa Araújo


Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet

Fiquei esses dias imaginando sobre a antiga e máxima de que para sermos realmente realizados na vida devemos fazer três coisas: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho.


Será isso verdade mesmo? Caso as três ou uma dessas não forem conseguidos na vida não haverá a real felicidade na vida? Refleti muito a respeito e cheguei a certas conclusões para que, junto comigo todos também reflitam.


Essas três “realizações” são muito importantes para uma vida feliz e completa. E representa bem mais do que simplesmente do que seu significado aparente.


Plantar uma árvore. Quem na vida, ainda mesmo como criança, não colocou umas sementinhas na terra e molhou e esperou que ela brotasse para vê-la germinar e se transformar numa frondosa árvore? E não falta o orgulho em dizer para quem quiser ouvir: “Fui eu quem plantou!”. E, além do sentido real, há outros mais abrangentes como o de produzir algo para a vida, seja o que for e que será apreciado e usufruído pelas outras pessoas. E, assim, plantamos “árvores e mais árvores” em nossa caminhada! Que maravilha saber que espalhamos sementes e que elas cresceram!



Escrever um livro. Somente quem é escritor sabe a importância em ver um “filho” desses em “papel e tinta” impresso, bonito, pronto para ser lido. Uma “gestação” que pode durar bem mais de nove meses e que é uma luta constante e que será degustado por quem se interessar. Aí, quem não tem esse “dom da escrita” vai perguntar: “Então, eu que não sei escrever e não tenho ideias nunca terei essa realização na vida?”. E, se fizermos certa análise, podemos dizer que “um livro” pode ser, na verdade, a própria vida. O que as pessoas estão lendo em nossas atitudes e os exemplos que deixamos para os outros.


Ter um filho. Esse representa a continuidade de sua trajetória, através de uma herança viva, em forma de gente, muito falado. Uma dádiva concedida e que pode ser algo para lá de realizador. Um filho, ao contrário do muitos pensam, não é uma "cópia idêntica”, mas alguém até com traços semelhantes, porém, outra vida com mente distinta e pensamentos para lá de diferentes pelas novas experiências vivenciadas. Desta forma, “ter um filho” e mais que fecundar dentro de si um ser, mas também criar. Por essas e outras que sabiamente dizem que “Pai ou mãe é quem cria”. E quantos “filhos do coração” as pessoas têm pela vida afora? Ter toda essa consideração de gente próxima é mais que ter simplesmente um filho, pois será pelo coração e não apenas pela fecundação. É um “germinar” diferente a até mais sublime!


Voltaire disse que “A leitura engradece a alma” e estava para lá de certo. É resultado dos efeitos do que se produz na vida para outras pessoas que não ela própria. É o “plantar uma árvore” e vê-la brotar, crescer e ficar enorme e majestosa.


Goethe afirmou: “Ler é a arte de desatar nós cegos”. Que declaração! Quantos nós existem na vida que ninguém sabe como desatar? São formados de forma misteriosa e que prende tudo e quem pode um livro ler, seja impresso ou e-book vai viajar e visitar novos horizontes de ideias para abrir a mente e tudo ver diferente.


Um provérbio chinês nos ensina que “A persistência realiza o impossível”. E não é verdade? Persistir com as pessoas e exemplos é tudo na vida. E “ter filhos” é isso: persistir e não deixar se abater com a aparente rebeldia e falta de conselhos seguidos. É saber que tudo que foi transmitido está em sua mente e uma hora ou outra irá emergir nas situações vividas.


Em resumo, que possamos “espalhar sementes”, que nada mais é plantar árvore, escrever um livro e ter um filho. E ver germinar, crescer e dar frutos!


Um forte abraço do Rofa!

 

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Rofa Rogerio Araujo é jornalista, escritor (cronista, contista e poeta), professor, palestrante, filósofo e teólogo.



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