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Cadê o meu teatro?



O Teatro Carequinha, anexo à escola Ernani Faria, em Neves, vem sendo utilizado como o principal palco da cidade para espetáculos, mas este espaço não chega nem perto da nossa demanda cultural. Nossos vizinhos como Niterói, Itaboraí e Caxias possuem bons espaços, mostrando que o sonho gonçalense pode ser alcançado.

Um Teatro Municipal, com participação da sociedade civil em sua elaboração e gestão seria um grande passo dado rumo ao desenvolvimento cultural da cidade, área tão esquecida pelo poder público há tempos. Vale lembrar que o projeto do nosso teatro não é nenhuma novidade: a ex-prefeita Panisset (PDT) e o atual, Neilton Mulim (PR), se comprometeram em suas campanhas a darem início no processo de planejamento, porém, o que vemos é um total descaso com a área.

Um bom exemplo vem da cidade de Duque de Caxias, onde o Teatro Armando Melo, abriga também a Escola Municipal de Artes Cênicas, mostrando que somente o espaço não basta. É preciso planejamento na sua elaboração além de projetos que desenvolvam a capacidade cultural do município a partir deste espaço, e ao mesmo tempo, que o ultrapasse, atingindo toda a cidade, principalmente as áreas afastadas do Centro.

A atual gestão da Secretaria de Turismo e Cultura, desde que assumiu, vem apresentando o Teatro Municipal como uma questão resolvida. Inclusive, o prefeito declarou que o Banco Itaú financiaria o projeto, mas é futuro do pretérito, pois até o momento, não foi realizado nenhum tipo de encontro ou audiência para debater o tema, que dirá financiamento. Mas as promessas trouxeram crenças e o teatro já possui um lugar especial no imaginário e no coração dos gonçalense.

Levando em consideração a insatisfação com o cenário da arte na cidade, passando pela falta de aparelhos culturais, até chegar na má gestão pública do setor. É fundamental a participação popular no sentido de pressionar o poder público com o objetivo de tornar nossos sonhos uma realidade cultural.

FALAÊ!


É preciso ver com muito carinho um investimento tão alto no setor, sem prevê como este gigante se manterá: verbas de manutenção, editais e projetos escolares. Financiamentos privados com bancos, grandes empresas ou financiamento público evolvendo as três esferas. Como criar este monumento e mantê-lo vivo? É preciso estudar - Evanildo Barreto, Presidente da Associação Comercial de São Gonçalo


“Algumas questões na cidade são feitas de uma maneira aleatória. Não fazem ‘pra gente’ sabe? ou são feitas sem a qualidade devida. Precisamos de um teatro sim! E de uma diversidade de aparelhos culturais. Cresce cada vez mais o número de pessoas dedicadas à arte e às atividades culturais. Até lá poderíamos utilizar as escolas ou praças, mas esbarramos na burocracia. Quem melhor pra saber o que precisamos, não é mesmo?” - Wemerson Peu, Universitário e artista


No início era: plateia, ator e espaço. Como artista e gonçalense, digo que não dou conta dessa resposta. Somos em nossa cidade mais de 1 milhão de pessoas, plateia, artista, não sei - espaço de arte, “nenhum”. Precisamos escutar o coro e saber o que esse espaço convencional da arte pode representar para a cultura dela. Respeitamos A Mãe: Artigo DEFINIDO Feminino - Ator e formado em dança pela UFRJ

#CULTURA

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