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Uma breve nota: Educandário Vista Alegre



Em tempos de denúncias diversas na educação gonçalense: Uso indiscriminado das verbas, alimentação das crianças em péssimo estado, escolas em estado de penúria, professores cada vez mais desrespeitados, parece chover no molhado falar de mais um caso de abandono. Mas, infelizmente, é sempre necessário.

Atualmente o Educandário Vista Alegre se encontra fechado e abandonado. Nem muros possuem. Foram derrubados ou por alguma forte chuva ou pelo trabalho de alguém. Sem professores, sem alunos. Se estivesse em atividade poderia vir a dar conta de um grande contingente de alunos que moram em seu entorno. Essa notícia contrasta com outra. Quando outro Luciano, o Carneiro, jornalista da revista semanal ‘O Cruzeiro’ visitou as instalações da então escola que cuidava das crianças que eram filhas de hansenianos no Estado do Rio.

“No Educandário, a primeira coisa que nos chama a atenção, afora os jardins e as instalações, é o bom-humor das crianças. O fato de a mesma moléstia ligar o destino de seus pais, e mantê-los segregados de si e do mundo, em nada afeta a sua infância. O repórter foi até lá, sem aviso prévio. Não disse sequer à diretoria que ia fazer uma reportagem. E quando empunhou a sua “Leica”, para bater estas fotos, não teve qualquer dificuldade em fixar imagens de pura alegria. Porque as crianças sabem rir. Na sala de aula, sim, tinham uma disciplina a obedecer e obedeciam. Mas, fora, viviam tão à vontade como se estivessem em sua casa - e estavam. Fora das horas de aula, refeição ou repouso, se perdiam no extenso pátio, e brincavam de pés no chão, alma livre como de passarinho.”

O texto demonstra um outro momento do Educandário. Também demonstra um outro momento da educação, triste sim, mas um capítulo importante de histórias que se convergem. Da educação e da saúde. Hoje, as pautas que costumam se cruzar são outras. Igualmente tristes, não por conta do infortúnio de alguns, mas por causa da falta de caráter de outrostantos. Dolorosa história que afeta a dignidade de tantos em tempos de redução da maioridade penal.

#LUCIANOTARDOCK #ARTIGOS #EDUCAÇÃO

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